ARACAJU/SE, 17 de julho de 2024 , 13:33:38

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Saúde intensifica ações para o controle do Aedes em Aracaju

 

Logo após a Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS) ter divulgado o Plano de Intensificação do Controle do Aedes aegypti 2017/2018, no início deste mês, as ações de prevenção começaram a ser realizadas. Como parte delas, equipes de campo começaram a visitar os bairros de maior incidência do mosquito, a fim de controlar as doenças que ele transmite (dengue, febre chikungunya e zika vírus), bem como evitar a ocorrência de complicações e óbitos.

Para a diretora da DVS, Taise Cavalcante, os principais objetivos deste plano são a redução da infestação pelo vetor nas localidades classificadas como de risco muito alto; o reforço das ações de articulação intersetorial em todas as esferas de gestão; a organização das ações de intensificação de prevenção e controle do Aedes aegypti; a promoção da assistência adequada ao paciente, garantindo acesso, diagnóstico e manejo clínico adequado pelos profissionais de saúde habilitados; e a detecção precoce dos surtos e epidemias em cada bairro.

“A orientação do Ministério da Saúde é fazer três Levantamentos Rápidos de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) por ano, mas aqui, em Aracaju, nós fazemos seis, um a cada bimestre, para que possamos monitorar melhor estes índices. Assim que o resultado do último LIRAa saiu, demos início ao nosso Plano, e vamos visitar todos os imóveis de cada bairro que estão com risco muito alto e alto. Além das visitas normais durante a semana, nossos agente de endemias atuarão em dois sábados por mês na intensificação das ações de campo. Neste mês de dezembro já trabalhamos nos sábados, nos dias 2 (Farolândia) e 16 (Suissa)”, informou Taise.

De acordo com informações do último Levantamento, os bairros de Aracaju que estão com o risco muito alto são Coroa do Meio, Luzia, Santa Maria, Pereira Lobo, Salgado Filho, São Conrado, São José; Cirurgia, Farolândia, Japãozinho, Suissa e Treze de Julho. Já os bairros com risco alto são América, Bugio, Inácio Barbosa, Industrial, Novo Paraíso, Porto Dantas, Centro, Cidade Nova, 18 do Forte, Jardins, José Conrado de Araújo, Grageru, Ponto Novo e Santo Antônio.

Mais ações

Taise ainda deu outros exemplos de ações que fazem parte do plano, como inspecionar casas fechadas para aluguel ou venda; borrifar inseticidas em pontos estratégicos como ferros-velhos e borracharias; coletar pneus em todos os bairros; realizar bloqueio de casos com fumacê costal até 300 metros do caso suspeito; fazer mutirões de limpeza urbana através do programa Cata treco; reforçar da coleta de lixo através da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb); aplicar larvicidas e inseticidas; investigar casos de óbitos; cadastrar todos os casos no Sistema Nacional de Notificação em até sete dias após a identificação; consolidar dados e elaborar boletins mensais, disponibilizando informações para as unidades e o público em geral; comunicar imediatamente a vigilância entomológica para providências de controle vetorial.

Com relação ao atendimento dos paciente ainda há mais ações específicas, como a distribuição do fluxograma de atendimento a todos os profissionais do município; a coleta de exames de sangue, nos casos suspeitos, para sorologia em todas as Unidades de Saúde da Família (USF); a intensificação da educação em saúde nas áreas de risco muito alto e alto, em parceria com a Rede de Atenção Primária (Reap) e Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), e a mobilização da comunidade para participação em mutirões de limpeza.

Mutirão

No último sábado, 16, houve o segundo mutirão de intensificação do controle do Aedes aegypti no bairro Suissa, que teve como ponto de apoio a USF Amélia Leite. A supervisora geral de Campo da 5ª Região, Ademilde Figueiredo Santos, explicou que os agentes vão de casa em casa para tentar mostrar aos moradores a necessidade de sempre estar vigilante em suas próprias residência. “Além disso, essas mobilizações ajudam os bairros que têm poucos agentes, ou seja, reunimos nossos servidores para reforçar ainda mais o trabalho que já é feito diariamente em toda a capital”, frisou.

Ao final do dia, os agentes de endemias visitaram 1088 imóveis do bairro, sendo 581 visitados, 507 fechados, e cinco imóveis com focos identificados. A casa do aposentado Cícero Querino, 69, foi uma das visitadas. “Essa é uma ação muito boa, porque ajuda a evitar mais o mosquito e ainda fiscaliza as casas que deixam água empoçada, principalmente aqui, na região, que tem muito terreno baldio e casas vazias”, relatou.

Para o estudante, João Pedro Araújo Leite de Silva, 15, a mobilização é essencial. “Porque tem gente que não tem responsabilidade suficiente pra limpar a própria residência e agir contra o tipo de mosquito que prolifera uma doença tão perigosa como a zika, que pode gerar deformação em uma criança. Graças a Deus e graças a essa força tarefa dos profissionais da saúde, os casos têm diminuído muito. Eu acho essas visitas imprescindíveis e eficientes”, opinou.

Fonte: SMS

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