Servidores da administração geral do Estado pedem apoio aos deputados

Os servidores da administração geral do Estado, entre merendeiras, vigilantes e executores, que estão em greve há 15 dias, foram à Assembleia Legislativa (AL) na manhã desta quinta-feira (18), para protestar e pedir apoio aos parlamentares sobre as pautas de reivindicação, principallmente no que concerne ao cumprimento do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), além do fim da terceirização dos vigilantes nas escolas da rede estadual.

 

De acordo com Diego Araújo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Público do Estado de Sergipe (Sintrase), a categoria recebe abaixo de um salário mínimo e, mesmo assim, o governo não faz a implementação do PCCV. 

 

“Estamos em greve há 15 dias e, até o momento, o Estado não conversou com a categoria e não apresentou nenhuma proposta. O PCCV está para ser implementado integralmente há dois anos, mas até agora não foi. E quando for, queremos com a correção da tabela em 24.31%. Além disso, queremos o fim da terceirização dos vigilantes na escola porque precisamos é de concurso público. Enquanto o Estado não se pronunciar, a greve continuará”, disse.

 

“Os parlamentares precisam fazer alguma coisa. Eles representam o povo e tem que se manifestar. Viemos pedir apoio aos deputados e solicitar que as pautas do Governo não sejam votadas na casa até o Estado atender as demandas da categoria. E por causa da greve, escolas e Ceac´s estão prejudicados, embora os 30% do efetivo continue em atividade. Mas friso que só retornaremos ao trabalho com alguma proposta do Governo”, conclui o presidente do Sintrase.

 

Governo

 

O secretário de Comunicação do Estado, Sales Neto, disse que o Governo está analisando uma maneira de implementar o PCCV dos servidores o mais rápido possível. “Historicamente, os servidores da administração geral foram os menos beneficiados com as melhorias salariais e, por isso, o Estado está analisando uma maneira de implementar o PCCV o mais rápido possível. Acredito que em breve essa questão estará resolvida”, afirma.