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Sindicalista afirma que ônibus serão impedidos de circular nesta sexta

 

Da redação, AJN1

“Não vamos abrir mão de parar os ônibus, fechar o comércio e algumas avenidas. Acho importante que as pessoas entendam a necessidade e a gravidade do momento que o país passa”, revelou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Sergipe, Rubens Marques, em entrevista a Mix FM, fazendo referência a Greve Geral que aconteceu a partir da meia noite em todo o país. O anúncio do sindicalista vai de encontro a decisão do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Aracaju (Sinttra) em não aderir ao movimento. Além disso, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Município de Aracaju (Setransp) emitiu nota informando que toda a frota estará prestando o serviço normalmente na capital e Grande Aracaju.

O presidente da CUT revelou que várias ações estão programadas para esta sexta-feira. Uma delas, realizada pelo Movimento Sem Terra (MST), será o fechamento de rodovias estaduais em quatro pontos. Também está previsto o bloqueio de um dos trechos de uma das rodovias federais. “O comércio nós vamos fechar. Estamos panfletando nas garagens dos ônibus o tempo inteiro, tentando dialogar com os motoristas para que possam aderir ao movimento. A igreja católica está orientando os fiéis a participar do ato na praça General Valadão, onde pretendemos colocar mais de 30 mil pessoas”, destacou o sindicalista.

Segundo Rubens Marques, na história do Brasil nunca tantos direitos foram retirados da classe trabalhadora em tão pouco tempo. “Olhe que está tendo reação, o que quer dizer que se não houvesse mobilização, os ataques seriam ainda mais nocivos”, ressaltou o sindicalista. Ele disse ainda que as reformas da forma como estão propostas atacam a todos, sejam trabalhadores do campo, da cidade, do serviço público ou privado. “A terceirização levou o Brasil de marcha ré ao século XIX. Vem agora as reformas trabalhista e previdenciária. Juristas consideram a reforma da Previdência como um crime de lesa a pátria. Uma coisa absurda”.

Na programação das Centrais, dos sindicatos e movimentos sociais estão previstos atos a partir da meia noite e a partir das 7 horas, ações para impedir abertura do comércio e fechamento de avenidas. “O setor do comércio está equivocado ao fazer o enfrentamento da greve, quando devia apoiá-la”, disse Rubens Marques. Ele contestou o anúncio da CDL de fazer promoção para atrair consumidores ao centro nesta sexta-feira. “É importante dizer que só tem público se tiver ônibus e vamos fazer de tudo para impedir a circulação do transporte”.