Sintrase aguarda notificação para suspender paralisação

Da redação, AJN1

 

O Sindicato do Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase) ainda não foi notificado da decisão da justiça, que considerou ilegal a greve da categoria. Segundo o presidente do sindicato, Diego Araújo, após ser notificada a entidade vai convocar uma assembleia para definir os rumos do movimento e retomar as atividades. "A decisão é para o retorno imediato e prevê multa diária de R$ 5 mil por descumprimento. Por isso vamos cumpri-la", ressaltou o sindicalista.

 

Os servidores estavam em greve desde o dia 8 de junho e pleiteiam o reajuste na tabela do Plano de Cargos, Comissões e Vencimentos (PCCV), que foi implantado no final do mês de maio pelo governador Jackson Barreto. Na sexta-feira (2), cerca de 1.200 servidores tiveram os salários bloqueados, medida que o governo justificou como sendo a forma encontrada para proteger os alunos da rede estadual de ensino, principais prejudicados com a paralisação.

 

Além disso, atendendo pedido de liminar do Governo do Estado, o desembargador Edson Ulisses de Melo determinou o retorno ao trabalho dos servidores em greve, sob pena da aplicação de multa diária de R$ 5 mil, em caso de descumprimento. “Não parece razoável que, logo após a implementação do PCCV, seja deflagrada uma greve sob a justificativa de que este se acha defasado”, diz o magistrado.

 

Em sua decisão o magistrado lembra ainda que o Sintrase informou ter paralisado as atividades por considerar que o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) está defasado e por conta disso reivindica um novo reajuste. Ao analisar o caso o desembargador ressalta que o fato resulta em novas negociações com o Governo do Estado, que ainda não foram iniciadas. Consta ainda na decisão uma declaração do presidente do Sintrase, onde ele diz que  o governador cumpre o que prometeu e que o plano era bom para todos.
 

 

“Parece-me, pelo menos nesse exame prelibatório, que a greve foi deflagrada sem que antes fosse sequer iniciada a fase negocial. Sem a demonstração de que a negociação entre as partes foi frustrada, o movimento grevista não poderia ser deflagrado”, diz Edson Ulisses ao considerar a greve abusiva e determinar a sua suspensão.