ARACAJU/SE, 29 de fevereiro de 2024 , 16:46:53

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Trabalhadores rurais realizam ato em frente ao Incra

Da redação, AJN1

Cerca de 600 trabalhadores Sem Terra, movimentos populares, sindicais e entidades que defendem a Reforma Agrária popular participam na manhã desta terça-feira (18) de um ato político em frente a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na avenida Coelho e Campos no bairro Santo Antônio, em Aracaju. A ação faz da jornada nacional de luta pela terra e a concentração dos trabalhadores acontece a partir das 8 horas, na praça Ranulfo Prata, em frente ao cemitério da Cruz Vermelha.

O MST aproveita a passagem do Dia Internacional de Luta Camponesa para cobrar dos governos federal e estadual a realização da Reforma Agrária, com destinação de terras e demais políticas públicas. Juntamente com a exigência do assentamento das famílias, o MST Sergipe cobra a implementação de infraestrutura e liberação dos créditos para os assentamentos já existentes e o fortalecimento de programas destinado às famílias assentadas, como a assistência técnica, a implementação de agroindústrias e a educação de jovens e adultos

A jornada nacional também é para recordar o 17 de abril, onde se completa 21 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás no Pará, onde 19 trabalhadores rurais foram mortos. O confronto entre integrantes do MST e policiais ocorreu em 1996, quando cerca de 1,5 mil sem-terra que estavam acampados na região decidiram fazer uma marcha em protesto contra a demora da desapropriação de terras na rodovia PA-150.

A Polícia Militar foi encarregada de retirá-los do local. Além de bombas de gás lacrimogêneo, eles atiraram contra os manifestantes e 19 camponeses foram mortos. Dos militares envolvidos no massacre, Mário Pantoja e José Maria de Oliveira, comandantes da operação, foram condenados a penas que superaram os 150 anos de prisão. José Maria de Oliveira permanece custodiado no Centro de Recuperação Especial Anastácio das Neves. Já Mário Colares Pantoja está em recolhimento domiciliar para tratamento de saúde. Já os demais policiais militares que foram a julgamento foram absolvidos dos crimes.

*Com informações da Ascom MST

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