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Valor da cesta básica em Aracaju tem redução de 1,5% em junho

 

Mesmo com a alta do preço do feijão em junho (+24%), o Nordeste fechou o mês com redução de 0,8% no valor da cesta básica e acompanhou as outras regiões: Norte (-1,7%), Centro-Oeste (-2,8%), Sul (-3,0%) e Sudeste (-4,2%), onde verificou-se a maior queda no período. Na capital sergipana o valor da cesta básica teve uma redução de 1,5%, índice acima da média regional.

Além do aumento no preço do feijão, influenciado pela quebra da safra em regiões produtoras, principalmente no feijão carioquinha que vem de Minas Gerais, outros alimentos contribuíram, em menor grau, para conter queda mais acentuada da cesta básica nordestina, a exemplo da manteiga (+ 0,9%) e do pão (+ 0,6%), informou o economista e coordenador de pesquisas do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), Antônio Ricardo de Norões Vidal.

“O custo da cesta básica no Brasil reduziu em 2,9%, mas a Região Nordeste foi a que registrou a menor queda, com redução de apenas 0,8%. Em contrapartida, no acumulado dos últimos 12 meses, temos uma alta de 9,3% na média nacional. É esse encarecimento que continua impactando os extratos de renda mais baixa”, destacou Ricardo.

Em junho, as únicas capitais nordestinas que tiveram aumento no preço da cesta básica foram Fortaleza (+1,0%) e São Luís (+0,2%). As reduções ocorreram em João Pessoa (-3,7%), Natal (-2,9%), Teresina (-2,0%), Aracaju (-1,5%), Recife (-1,5%), Maceió (-1,0%) e Salvador (-0,3%).

Acumulado

No acumulado de 2017, a cesta básica nordestina apresentou incremento de 3,8%. Nesse período, as capitais com maiores acréscimos foram Fortaleza (+7,4%), Maceió (+7,4%) e Natal (+7,1%). Por outro lado, São Luís apresentou a menor alta (+0,92%).

Em termos monetários, Fortaleza continua com a cesta básica mais cara da Região (R$ 408,49), com valor 9,3% maior que a cesta regional (R$ 373,79), seguida de Teresina (R$ 389,39) e Recife (R$ 373,84). Nessa comparação, Salvador detém os menores preços (R$ 350,22).

O monitoramento da cesta básica nordestina é realizado mensalmente pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), órgão de pesquisas do Banco do Nordeste, com base nos dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Fonte: Ascom BNB