- 24/07/2017 - 20:04

Vitórias e conquistas

 

 

Muito se tem falado sobre vitórias e conquistas. Mas, em meio a toda essa conversa, me ocorre a seguinte pergunta: O que é vitória, mesmo? O que é conquista, mesmo? Geralmente elas estão relacionadas com o “TER”. Daí, percebemos quantas pessoas estão enganadas, achando que de fato são vencedores, porque alcançaram a bênção de ter um patrimônio, uma vida cheia de conforto, condições financeiras para viajar e conhecer lugares paradisíacos, possibilidade de jantares fora de casa, festas pomposas e lindas. Mas eis que, num belo dia, parece que surge um estalo na mente das pessoas, e os questionamentos começam. Então, uma terrível sensação de vazio começa a tomar conta do peito e aí as fotos de viagens não resolvem nada, o glamour das festas não tem efeito, o carrão já não tem graça, o apartamento espaçoso parece desnecessário.
Sabe, gente, não sou contra, de forma alguma, em se ter uma vida confortável. Aliás, trabalhamos para isso. Entretanto, o que acho um grande erro é pensarmos que essas coisas podem sempre ser vistas como vitórias ou conquistas para a vida como um todo. Entendo que essas conquistas são resultado do nosso trabalho, da nossa dedicação, mas isso não substitui valores morais e espirituais que são as nossas verdadeiras conquistas. Num certo dia, ouvi uma senhora da minha comunidade dizer que acreditava que Deus havia dado a ela a oportunidade de exercer sua profissão de médica pediatra em meio a uma população carente financeiramente; mas, em contra partida, conheceu dentre aquelas pessoas, algumas que haviam tido um encontro com a verdadeira felicidade e conquistas, uma vida espiritual abençoada com Jesus e, então, ela começou a questionar tal alegria na vida daquelas pessoas, apesar das dificuldades que ela sabia existir, e desejou ter isso para a sua vida também. Isso a fez tomar decisões e, hoje, está conosco.
Acho que este é o momento para usarmos a velha e boa frase: “Preciso rever meus conceitos!”. Assim, vamos encontrar vitórias em coisas mais simples e que não custa dinheiro. Custa, sim, um pouco do nosso tempo, do nosso amor, como um abraço, uma declaração de sentimentos, um cheiro bem dado, olho no olho e, quem sabe, junto com tudo isso, uma banho de mangueira com os filhos, fazer aquela roda de conversa no final do almoço de domingo para começar a lembrar de algumas situações engraçadas da família e, no final de tudo isso, um momento pra alguém dizer: “Ei, que tal a gente agradecer a Deus por tudo que Ele tem nos dado e nos permitido viver?” E, numa oração de poucos minutos, alegrar o coração do Pai celestial. Tenho certeza que, depois de tudo isso, as coisas terão mais graça, porque as conquistas mais importantes já estarão dentro de nós.
Um abração e até a próxima, se Deus disser que sim.