ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 1:53:01

Aracaju abre 1,4 mil empregos formais em fevereiro e atinge recorde histórico

 

Aracaju registrou saldo positivo de 1.408 empregos com carteira assinada em fevereiro de 2026, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta terça-feira (31). O resultado decorre de 7.783 admissões e 6.375 desligamentos no período e consolida a capital sergipana como principal polo de geração de empregos formais no estado.

Além do saldo positivo, a capital alcançou um marco histórico: 201.062 vínculos formais ativos, o maior número já registrado. O volume representa crescimento de 0,71% em relação ao mês anterior, desempenho acima das médias do Brasil (0,53%), do Nordeste (0,14%) e de Sergipe (0,67%).

O setor de serviços liderou a geração de vagas, com saldo de 645 postos, seguido pela indústria (+465) e pela construção civil (+443). Dentro de serviços, os maiores avanços foram registrados nas áreas de educação, com 304 novas vagas, e nas atividades de vigilância e segurança privada, com saldo de 150 empregos.

Na indústria, o crescimento foi puxado principalmente pela coleta de resíduos não perigosos, responsável por 332 vagas, e pela fabricação de eletrodomésticos, com 86 novos postos. Já na construção civil, destacaram-se as obras de edifícios (+230) e os projetos de infraestrutura (+128), refletindo o avanço de investimentos urbanos na cidade.

Aracaju também concentrou a maior parte das contratações em Sergipe. Das 13.769 admissões registradas no estado, 7.783 ocorreram na capital, o equivalente a 56,5% do total, à frente de municípios como Nossa Senhora do Socorro e Itabaiana.

Os dados indicam ainda crescimento distribuído entre diferentes perfis de trabalhadores. O saldo foi positivo tanto para homens (+878) quanto para mulheres (+530). Entre as faixas etárias, jovens de até 24 anos lideraram a geração de vagas, com 465 novos postos, seguidos pelo grupo de 40 a 49 anos, com 287 contratações.

Para a presidente da Fundação Municipal de Formação para o Trabalho, Melissa Rollemberg, os resultados refletem o fortalecimento de políticas públicas voltadas à qualificação e ao acesso ao emprego. “A ampliação do acesso a cursos, a descentralização das oportunidades e a aproximação com o setor produtivo têm contribuído para que mais pessoas ingressem ou retornem ao mercado formal”, afirmou.

Ela destacou ainda a expansão das ações da fundação. “Estamos ampliando a rede de qualificação com novas unidades, fortalecendo projetos como o Jovem Aprendiz Municipal e intensificando a intermediação de mão de obra junto às empresas. Esse conjunto de ações cria um ambiente mais favorável para a empregabilidade e garante que o crescimento econômico chegue, de fato, à população”, disse.

*Com informações AAN

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