O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça ainda não teve acesso à delação do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) estão insatisfeitas com o conteúdo.
Na semana passada, a defesa de Vorcaro já havia enviado novos anexos a pedido dos órgãos. Na prática, as instituições podem solicitar mais informações ou rejeitar o acordo. Se a PF e a PGR não aceitarem os dados, o caso nem é levado ao STF, ou seja, o ministro não chega a decidir pela homologação.
A expectativa era de que o dono do Banco Master delatasse figuras centrais — como políticos e magistrados que tiveram algum tipo de envolvimento ilegal com ele —, mas o que circula nos bastidores é que o documento ainda não traz grandes novidades.
Ao blog Natália Martins, um dos investigadores da PF afirmou que o documento só compromete o terceiro escalão e que “está evidente que tenta proteger muita gente”.
Além disso, há chances de a delação perder força com o avanço das investigações. Na semana passada, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga o esquema financeiro responsável pela liquidação do Master.
As apurações mostram, por exemplo, a relação entre o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e Vorcaro, envolvendo interesses privados e atividade parlamentar.
Fonte: R7







