Cidade Urbano

Aracaju amplia produção própria de asfalto e reforça capacidade de recuperação da malha viária

19/08/2026 às 19:26

 

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), inaugurou, na terça-feira (18), a nova Usina de Asfalto e entregou 18 novos equipamentos à Diretoria de Operações. Juntas, as duas ações representam um investimento de R$ 30 milhões e ampliam a capacidade operacional do município para executar serviços de pavimentação, recapeamento e manutenção da malha viária da capital.

A nova usina, modelo LINTEC CSD 2500 B, utiliza tecnologia alemã e conta com sistema de dosagem gravimétrica, que permite maior precisão no controle dos materiais empregados na produção da massa asfáltica. Com a nova estrutura, a Emurb estima produzir, em média, 600 toneladas de massa asfáltica por dia, ampliando o abastecimento das frentes de trabalho espalhadas pela cidade.

Esse volume representa uma capacidade operacional que pode alcançar aproximadamente 54 quilômetros de intervenções ao longo de um ano, considerando as características e as condições de cada serviço. Na prática, o reforço da produção permite ampliar a atuação das equipes responsáveis pela recuperação e manutenção das vias públicas.

Duas usinas trabalhando para a cidade

Com a inauguração, Aracaju passa a contar com duas usinas de asfalto em operação. A unidade já existente, uma usina volumétrica instalada originalmente em 2009, continua contribuindo para a produção de massa utilizada nos serviços realizados diariamente pela Emurb.

Desde o início da atual gestão, em 2025, a estrutura antiga passou por melhorias que contribuíram para ampliar a capacidade de execução dos serviços. Nesse período, foram realizadas intervenções de pavimentação em mais de 260 logradouros da capital.

A nova usina permitirá que as duas estruturas trabalhem de forma conjunta, aumentando a capacidade de produção e dando maior autonomia às equipes de manutenção viária. A unidade também amplia as possibilidades de reaproveitamento de materiais retirados das próprias ruas de Aracaju.

Durante os serviços de fresagem, parte do pavimento removido poderá ser encaminhada para a produção de novas massas asfálticas. O material, denominado pavimento asfáltico reciclado, passa por avaliação laboratorial e, quando atende aos critérios técnicos estabelecidos, pode ser reincorporado ao processo produtivo.

Além de reduzir o descarte de resíduos, o reaproveitamento contribui para diminuir a necessidade de utilização de matérias-primas virgens e pode reduzir o consumo de Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP). Dessa forma, a nova tecnologia combina aumento da capacidade produtiva com maior eficiência no uso dos recursos.

Reforço da estrutura operacional

O aumento da produção de massa asfáltica será acompanhado pelo fortalecimento da estrutura utilizada pelas equipes da Emurb. Para isso, foram adquiridos 18 novos equipamentos, entre eles kit tapa-buraco multitarefa, usina de micropavimento, minicarregadeiras, retroescavadeiras, escavadeira hidráulica, motoniveladoras, pá carregadeira, fresadora, acabadora de asfalto e rolo compactador.

A incorporação dos equipamentos amplia a capacidade de resposta da empresa e proporciona mais agilidade, eficiência e autonomia na execução de serviços de pavimentação, recapeamento e manutenção das vias públicas.

Monumento

A inauguração da nova usina também foi marcada pela criação de um monumento que passa a integrar a estrutura da unidade. Uma antiga estrutura metálica existente no local foi revitalizada e incorporada à obra escultórica criada pelo artista plástico sergipano Bené Santana.

Com aproximadamente 4,80 metros de altura, o monumento reúne pinturas, elementos em alto-relevo, uma chama escultórica e iluminação em LED. A composição representa a atividade desenvolvida na usina e o trabalho realizado diariamente pelas equipes responsáveis pela produção do asfalto e pela recuperação das vias da capital.

A obra também preserva parte da memória do espaço ao incorporar uma estrutura que já fazia parte da unidade. O monumento valoriza não apenas o processo de produção do asfalto e os serviços de pavimentação, mas, sobretudo, os trabalhadores que atuam diariamente na transformação desse material em ruas recuperadas e novas vias para a população.

 

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