Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Canindé de São Francisco, Itabaiana, Estância, Barra dos Coqueiros, Lagarto, Laranjeiras, São Cristóvão e Itaporanga D’Ajuda concentraram as maiores economias de Sergipe em 2023, liderando o ranking do Produto Interno Bruto (PIB) municipal no estado. Os dados foram divulgados pelo Observatório de Sergipe, vinculado à Secretaria Especial de Planejamento, Orçamento e Inovação (Seplan), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No mesmo ano, os maiores PIBs per capita — indicador que relaciona o valor do PIB ao número de habitantes — foram registrados em Canindé de São Francisco, Barra dos Coqueiros, Divina Pastora, Rosário do Catete e Frei Paulo.
O levantamento aponta ainda uma redução da concentração da atividade econômica nas cidades com maior participação no PIB estadual. Em 2022, os dez municípios líderes respondiam por 70,3% do PIB de Sergipe; em 2023, essa fatia caiu para 67%, o equivalente a cerca de R$ 40 bilhões, representando uma diminuição de 3,3 pontos percentuais.
Segundo o superintendente de Estudos Socioeconômicos do Observatório de Sergipe, Danilo Macedo, o resultado indica um movimento positivo de interiorização do crescimento. “Em relação ao resultado, o que se destaca para nós, positivamente, é a desconcentração da economia sergipana, uma vez que a participação dos dez principais municípios caiu 3 p.p em relação ao ano anterior. Isso denota a interiorização do crescimento econômico no estado, apontando para uma melhor distribuição do produto e da renda em Sergipe”, afirma.
A divulgação dos dados referentes a 2022 e 2023 ocorreu de forma excepcional em 2025, em razão de mudanças metodológicas adotadas pelo IBGE com a atualização do ano-base do Sistema de Contas, que passou de 2010 para 2021. Conforme o instituto, os números apresentados correspondem ao PIB a preços de mercado dos 5.570 municípios brasileiros, sem detalhamento por atividade econômica.
O IBGE informou ainda que a abertura do PIB municipal por setores — Agropecuária, Indústria e Serviços — voltará a ser divulgada após a publicação da nova série do Sistema de Contas Nacionais, com ano-base 2021.
*Com informações Secom







