ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 2:05:59

Atirador acusado formalmente de tentar assassinar Trump em jantar pode ser condenado a prisão perpétua

 

Cole Tomas Allen, suspeito do tiroteio durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, foi acusado, entre outras imputações, de tentativa de assassinato do presidente Donald Trump. As acusações podem resultar em prisão perpétua em caso de condenação. O homem, de 31 anos, fez sua primeira aparição em um tribunal federal nesta segunda-feira (27). Investigadores estão analisando uma mensagem que supostamente teria sido enviada pelo suspeito.

O presidente Donald Trump afirmou, em entrevista, que “não estava preocupado” com a possibilidade de haver feridos depois que os disparos foram ouvidos, detalhando como ele e a primeira-dama, Melania Trump, perceberam a gravidade da situação.

Enquanto isso, a equipe de operações da Casa Branca, o Serviço Secreto dos EUA e lideranças do Departamento de Segurança Interna devem se reunir ainda nesta semana para discutir os protocolos de segurança em grandes eventos que envolvem Trump.

A Casa Branca não descartou mudanças operacionais na agenda de Donald Trump após o ataque de sábado (25), incluindo a possibilidade de garantir que o presidente e o vice‑presidente, JD Vance, não participem de eventos ao mesmo tempo.

A administração tentou atribuir aos democratas a responsabilidade pelo aumento da violência política. A porta-voz Karoline Leavitt citou uma longa lista de declarações feitas por autoridades democratas eleitas, deixando de mencionar retóricas incendiárias usadas por republicanos e pelo próprio presidente.

O presidente Trump, que frequentemente utiliza linguagem inflamatória contra adversários políticos, inicialmente fez um apelo por unidade após o tiroteio no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, na noite de sábado. No entanto, em entrevista à CBS News, no domingo (26), afirmou que o “discurso de ódio” dos democratas é “muito perigoso”.

Mais informações sobre atirador

O homem apontado como o atirador que furou o bloqueio de segurança e abriu fogo em um jantar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, portava uma espingarda calibre 12, uma pistola automática e várias facas. Uma apuração inicial indica que Cole Tomas Allen tinha como alvo autoridades do governo Trump.

“Ele estava armado com uma escopeta, uma pistola e diversas facas. Assim que furou o bloqueio, foi interceptado pelas forças de segurança. É uma investigação preliminar ainda, mas houve uma troca de tiros”, afirmou o chefe interino do Departamento de Polícia Metropolitana de Washington DC, Jeff Carroll.

O suspeito, de 31 anos e morador de Torrance, periferia de Los Angeles, na Califórnia, estava decidido a atingir membros e representantes do presidente americano. Estavam no evento a primeira-dama Melania Trump, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, e o secretário de estado Marco Rubbio.

“Ainda estamos tentando entender a razão do ataque. Na nossa investigação preliminar, parece que o suspeito estava atrás de membros da administração”, afirmou o procurador-geral dos Estados Unidos, Todd Blanche. “Ainda não temos detalhes se uma autoridade em particular do governo Trump, mas entendemos que este era o objetivo e o alvo dele”, completou.

Blanche acrescentou à emissora americana CNN que as autoridades cumpriram diversos mandados de busca durante a noite, inclusive em dispositivos eletrônicos. Ele disse que os policiais conversaram com pessoas que conheciam o suspeito, que supostamente foi de trem de Los Angeles para Chicago e, depois, chegou a Washington também por trilhos.

Suspeito de abrir fogo no Jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca na noite de sábado (25), Cole Tomas Allen trabalhava como professor e desenvolvedor de videogames no sudeste da Califórnia, segundo registros públicos.

Segundo o perfil dele no LinkedIn, Allen se formou no Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia) em 2017 com bacharelado em engenharia mecânica e obteve um mestrado em ciência da computação pela Universidade Estadual da Califórnia em Dominguez Hills no ano passado.

Ele mencionou ter envolvimento em uma irmandade estudantil e em um grupo do campus que praticava batalhas com armas Nerf (de brinquedo).

Bin Tang, professor de ciência da computação na Universidade Estadual da Califórnia em Dominguez Hills, disse à agência Associated Press que Allen frequentou algumas de suas aulas antes de se formar.

“Ele era realmente um ótimo aluno, sempre sentado na primeira fila da minha aula, prestando atenção e frequentemente me enviando e-mails com dúvidas sobre os trabalhos do curso. De fala mansa, muito educado, um bom rapaz. Fiquei muito chocado ao ver a notícia”, escreveu Tang em um e-mail.

Uma emissora local da ABC em Los Angeles veiculou uma entrevista com Allen durante o último ano da faculdade dele. A entrevista fazia parte de uma reportagem sobre novas tecnologias para ajudar as pessoas à medida que envelhecem. Ele havia desenvolvido um protótipo de um novo tipo de freio de emergência para cadeiras de rodas.

Allen doou US$ 25 para um comitê de ação política do Partido Democrata em apoio à candidatura de Kamala Harris à presidência em 2024, de acordo com registros federais de financiamento de campanha.

O currículo on-line de Allen indica que ele trabalhou nos últimos seis anos na C2 Education, uma empresa que oferece serviços de orientação para admissão e preparação para testes a aspirantes a estudantes universitários. Uma publicação de 2024 na página do Facebook da escola listou Allen como o professor do mês.

Allen também postou que havia desenvolvido um videogame para a plataforma Steam baseado em química molecular. Uma publicação em nome de Allen dizia que ele estava trabalhando no desenvolvimento de um novo jogo de combate do tipo “top-down shooter”, ambientado no espaço sideral.

Fontes: CNN Internacional, R7 e Estadão

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