O psiquiatra e escritor Augusto Cury (Avante) lançou oficialmente sua pré-candidatura à presidência em um evento realizado em Belo Horizonte (MG). Em seu discurso, ele pregou a pacificação e disse querer unir “o que há de melhor em todas as teses”. Ele mesclou comentários políticos com conselhos pessoais e de relacionamento.
“Eu e meus amigos do Avante queremos dar o maior exemplo para a política brasileira e mundial, mostrando que a nossa mente tem de ter as ideias do capitalismo, mas o nosso coração tem que cuidar das pessoas pobres”, disse.
O pré-candidato elencou como propostas a criação de bancos e escolas de empreendedorismo nas comunidades, e dobrar a produção de alimentos na próxima década.
Em outro momento, o escritor pediu que a plateia repetisse que o Brasil não precisa de líderes que são tratados como ídolos e disse que não se curvaria a reis, celebridades ou empresários, e sim a cada cidadão brasileiro.
“Mas eu me curvo humildemente diante de cada brasileiro e brasileira”, declarou Cury. “Essa nação precisa de pessoas que se coloquem no lugar dos outros e que tenham capacidade de entender que um cargo eletivo pela democracia, como cargo de presidente, é apenas um empregado do povo, contratado pelo povo, com prazo determinado para ser despedido”, disse, com pausas para o público participar em coro.
O pedido para que a plateia participasse repetindo os motes foi constante. Cury afirmou que uma ferramenta importante para pacificação de casais, do país e da relação entre professores e alunos é “mudar a era”.
“Repitam comigo: mudar a era do apontamento de falhas para o apontamento de elogios. Elogiar três vezes mais do que criticar. Quem é criticista, apontador de erros, está apto a consertar máquinas e não para formar mentes brilhantes”, declarou.
Em seguida, focou no empoderamento feminino e aconselhou as mulheres a dizerem aos parceiros que são lindas, maravilhosas, inteligentes, encantadoras e que eles são privilegiados por viver com elas.
Fonte: Estadão







