Da redação, AJN1
Nos últimos 30 dias, o aumento de casos de síndromes respiratórias em crianças vem lotando os hospitais públicos de Sergipe. Há relatos de médicos e enfermeiros de que não há mais leitos para receber os pequenos, situação de colapso que coloca em xeque a capacidade de atendimento e o planejamento estratégico da Secretaria de Estado da Saúde (SES) para momentos de crises decorrentes de doenças sazonais.
De acordo com a SES, entre os vírus identificados, têm predominado o Influenza A e B e o Sincicial Respiratório (VSR), ocasionando infecções das vias aéreas que atingem diretamente as crianças, demandando uma grande procura por serviços de saúde e atendimentos pediátricos, com alto índice de internamento.
A presidente da Sociedade Sergipana de Pediatria, Dra. Ana Jovina Bispo, em entrevista recente à imprensa sergipana, disse que a “situação é alarmante” e que, embora o Estado esteja agindo, “é preciso fazer mais”, da mesma forma que “agiu durante a pandemia de covid-19”, para que as crianças infectadas “possam receber tratamento adequado e evitar, inclusive, complicações mais agravadas”.
COMITÊ
Diante deste cenário de caos, a SES criou um Comitê de Crise de Síndrome Respiratórias que busca alternativas emergenciais para enfrentamento à Síndrome Respiratória Aguda Grave.
Entre as ações estão a ampliação de leitos para atender pacientes críticos – a Rede Estadual de Saúde ampliou para 70 leitos pediátricos qualificados, entre Unidades de Terapia Intensiva e Estabilização pediátrica – e aumentou para 148 leitos os leitos de enfermaria para internação, além de 56 leitos de observação nas portas de urgências, na capital e no interior do Estado.
A SES recomenda que os casos de baixa complexidade, que apresentam sintomas mais leves, se dirijam às Unidades Básicas de Saúde, ou às unidades para síndromes gripais, no caso dos pacientes residentes em Aracaju.
“Nossos profissionais estão empenhados para atender a grande demanda por atendimentos especializados, além da remoção dos pacientes mais graves para leitos qualificados em nossa rede hospitalar, ofertando atendimento rápido aos pacientes mais críticos. A SES ressalta a necessidade de vacinar os grupos prioritários contra a Influenza, especialmente, as crianças de 6 meses a menores de seis anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias). A vacina está disponível nas Unidades Básicas de Saúde da capital e interior”, diz texto publicado pela assessoria de imprensa da SES.
Dicas para prevenir infecções respiratórias em crianças:
– Aumente a frequência da oferta de água para maior hidratação do corpo;
– Aumente a frequência da amamentação;
– Evite aglomerações e ambientes fechados, onde há maior propagação de vírus e bactérias;
– Mantenha os ambientes ventilados;
– Higienize as mãos da criança com água e sabão;
– Evite contato com pessoas que apresentem sintomas respiratórios;
– Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos e copos.






