Da redação, AJN1
É fato que a pandemia do novo coronavírus (covid-19) está provocando um pandemônio não somente na saúde das pessoas em todo o mundo, mas também está sacodindo a economia de todos os países. A começar pelas nações emergentes, como o Brasil. Em Sergipe, menor estado da federação, a economia já vinha mal das pernas há pelo menos oito anos e o Estado praticamente quebrou, sendo obrigado a parcelar e atrasar salário dos servidores e a adotar medidas severas de redução de gastos. Mas no momento em que o governo esboçava um suspiro aliviado, a covid-19 o fez respirar novamente com balão de oxigênio.
Em entrevista recente a uma emissora de rádio, o governador Belivaldo Chagas avisou que haverá redução no percentual de recursos repassados aos outros órgãos, em virtude da crise e queda da receita do Estado.
Além disso, será determinada a redução da frota de veículos do Estado, assim como outras despesas, a exemplo da extinção da Secretaria de Comunição. “Vamos cortar cargos, funções, diminuir valores de contrato, quantidade de veículos, enfim, adotar medidas austeras. Estamos trabalhando para conter despesas. Se não fizer, terei dificuldades para pagar a folha de pessoal”.
O governador expressou preocupação com a queda do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS). E citou a chegada de recursos federais para a área da saúde. “O momento é de dificuldades. O governador tem que está fazendo conta o tempo todo para saber como é que vai ficar a situação das finanças do Estado. Nós tínhamos recebido do Governo Federal R$ 6,7 milhões. Depois entrou um crédito de R$24 milhões para saúde. Nós já investimos com recursos próprios mais de 20 milhões” revelou Belivaldo.
Desemprego
Ao contrário da covid-19, o colapso econômico não é invisível e se materializada em uma das formas mais dolorosas: no desemprego.
O Brasil, segundo o Caged, tem cerca de 40 milhões de trabalhadores sem carteira assinada e cerca de 12 milhões de desempregados. A estimativa é que a crise econômica provocada pelo covid-19 adicione, ao menos, mais dois milhões de pessoas entre os desempregados.
Em todo o mundo, a crise pode levar mais de 500 milhões de pessoas para a pobreza, conforme a Oxfam, entidade da sociedade civil que atua em cerca de 90 países com campanhas, programas e ajuda humanitária.






