ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 0:51:53

Buscas por helicóptero em SP completam uma semana sem pistas

 

Ontem (7), a Força Aérea Brasileira (FAB) encerrou uma semana de buscas pelo helicóptero desaparecido na véspera do Ano-Novo, na região do Vale do Paraíba, em São Paulo, sem que vestígios da aeronave ou o paradeiro de seus quatro tripulantes fossem encontrados.

Estão desaparecidos o piloto Cassiano Teodoro e os três passageiros que estavam com ele no helicóptero: Raphael Torres, Luciana Rodzewics e Letícia Ayumi.

A aeronave decolou do Campo de Marte, na zona norte paulistana, com destino a Ilhabela, no litoral norte, quando desapareceu na região da Serra do Mar em 31/12.

As buscas utilizaram um avião SC-105 Amazonas, do Esquadrão Pelicano, e um helicóptero H-60 Black Hawk, do Esquadrão Pantera, com nove tripulantes, além de drones operados pela Polícia Civil.

Segundo a FAB, até o momento foram 56 horas de voo à procura do helicóptero em uma área de cinco mil km². As buscas são dificultadas pela neblina presente no trecho, conforme relatado por Letícia ao namorado antes que a aeronave sumisse do radar.

Familiares de Luciana e Letícia, que são mãe e filha, organizaram uma vaquinha para contratar mateiros para auxiliar nas buscas por terra. A Companhia Brasileira de Aviação (CBA), empresa responsável pelo helicóptero, também anunciou estar colaborando com a contratação de drones e cães farejadores.

Clara Silvia, irmã de Luciana e tia de Letícia, diz que o sentimento de angústia tomou conta da família e que tem tido dificuldade para dormir: “Não aguento mais. É muito angustiante”.

Na quarta-feira (3), um corpo foi encontrado em Natividade da Serra no perímetro de busca das autoridades, embora a Secretaria da Segurança Pública (SSP) tenha declarado que “não há nenhum indício” de que o cadáver tenha relação com o helicóptero desaparecido.

Helicóptero sem licença para táxi-aéreo

O Ministério Público Federal (MPF-SP) recomendou, há mais de um ano, o fim da prestação de serviço da CBA por considerar que ela atuava de forma clandestina. A aeronave não possui licença para o serviço de táxi aéreo.

Em nota, a CBA diz que “não se tratou de voo comprado na modalidade táxi-aéreo, mas de um passeio entre amigos”.

Familiares de Letícia e Luciana disseram que elas foram convidadas por Raphael, amigo delas, para um “bate-volta” até Ilhabela. Raphael seria amigo de Cassiano, o piloto.

Fonte: Metrópoles

 

 

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