Da redação, AJN1
O verão marca o início do período do ano em que o clima é de estiagem no Nordeste e, consequentemente, aumenta a incidência de queimadas. Neste sentido, a vegetação seca vira combustível para o alastramento de fogo, principalmente em áreas rurais, à margem de estradas ou terrenos baldios.
Somente em 2019, no período de outubro a março, o Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CMB-SE) combateu 800 focos de incêndios em vegetação. E nos primeiros 16 dias deste ano, já são 136 casos, números expressivos. Os dois últimos ocorreram nessa quinta-feira (16) nos municípios de Laranjeiras e Nossa Senhora do Socorro.
Interferência humana
O tenente-coronel Fábio Cardoso explica que muitos dos casos ocorrem por interferência humana. “A ação humana é o grande fator que contribui para esses incêndios. Em vez de fazer uma roçagem, a pessoa opta por uma queima. Tem ainda aquelas que juntam o lixo e ateiam fogo. Esse fogo pode gerar um incêndio que chega em uma vegetação que está próxima. Daí, queima uma área maior. Tem ainda a questão da ‘birra’ de cigarro, jogada próxima de vegetações. Há também as fogueiras feitas em matas e que são esquecidas. São todos fatores que potencializam um início de incêndio. Começa com uma fagulha e atinge aquela região que está mais seca”.
Incidência
Fábio Cardoso conta que a corporação faz um constante mapeamento das áreas com maior probabilidade de incêndios. “Nós mapeamos os locais de maior incidência como a Zona de Expansão, Capucho e Jabutiana. São locais em que todos os anos são recorrentes a incidência de incêndios. O que observamos é que há um aglomerado urbano e que há pessoas que ateiam fogo para a limpeza de terrenos”.
O tenente-coronel solicita à população que não faça ações que podem desencadear em incêndios e que qualquer movimento potencial para o início de uma queimada seja comunicado ao Corpo de Bombeiros. “Pedimos a quem verificar ações que envolvam o ato de atear fogo sejam informadas em delegacias e também à corporação”, conclama.







