ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 1:52:53

Cesta básica de Aracaju acumula alta e está custando R$ 454,03, diz estudo

O custo médio da cesta básica voltou a subir em 11 das 17 capitais pesquisadas em setembro, pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). A pesquisa é realizada mensalmente. Segundo o órgão, os aracajuanos precisaram desembolsar R$ 454,03 mês passado para levar os itens básicos da lista de compras para casa. No acumulado do ano, a cesta da capital sergipana está 0,19% mais cara, segundo o estudo.

Quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em setembro, 56,53% (média entre as 17 capitais) do salário mínimo líquido para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta. Em agosto, o percentual foi de 55,93%.

Com base na cesta mais cara do país, que em setembro foi a de São Paulo (R$ 673,45), o DIEESE estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.657,66, o que corresponde a 5,14 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00. O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças. Já em agosto, o valor do mínimo necessário deveria ter sido de R$ 5.583,90, ou 5,08 vezes o piso em vigor.

Entre as principais altas estão:

Açúcar – que apresentou elevação de preço em todas as capitais pesquisadas. O principal motivo do aumento do custo no varejo foi a oferta restrita de cana-de-açúcar, por causa do clima seco e da falta de chuvas.

Café – a valorização do dólar em relação ao real, os problemas causados pelo clima (geada no final de julho e tempo seco) e maior demanda interna e externa pelo grão são as causas do aumento do custo do quilo do café e do grão também no varejo.

Óleo de soja – O volume de exportação cresceu, em especial para a China, e, com o problema de escoamento de grãos nos Estados Unidos, a demanda internacional esteve voltada para a soja brasileira. Também houve maior procura do óleo para a produção de biodiesel.

Pão francês – Além do aumento de custos, como o da energia elétrica, o trigo importado ficou mais caro com a valorização do dólar em relação ao real.
Leite integral – A menor qualidade das pastagens, as expressivas altas nos custos de produção e a forte competição das indústrias por matéria-prima explicam a baixa oferta de leite no campo e a alta dos derivados no varejo.

Carne bovina – Apesar da suspensão da exportação da carne para a China e da menor demanda interna, consequência dos altos preços no varejo, as cotações seguiram elevadas na maior parte das cidades, devido às condições ruins das pastagens, ao clima seco e aos altos custos de produção.

Feijão – Apesar da baixa oferta dos dois tipos de feijão, os altos patamares de preço reduziram a demanda, devido ao empobrecimento das famílias.

Arroz – O preço do quilo do arroz recuou em 10 capitais e as quedas variaram entre -5,79%, em Porto Alegre, e -0,44%, em Curitiba. As maiores taxas foram registradas em Aracaju (3,82%) e Vitória (3,04%). A demanda interna, tanto do setor atacadista como do varejista, está fraca, consequência dos altos patamares de preço e da queda no poder de compra da população.

Por AJN1 – as informações são do DIEESE

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