ARACAJU/SE, 21 de maio de 2026 , 11:00:41

China critica EUA por acusações contra Raúl Castro e diz que apoia Cuba

 

A China criticou duramente os Estados Unidos nesta quinta-feira (21) pelas ações criminais de assassinato contra o ex-presidente cubano, Raúl Castro, de 94 anos.

Em declaração, durante uma coletiva de imprensa diária, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun disse que o governo chinês se opõe firmemente ao abuso de “meios judiciais” e à pressão exercida pelos Estados Unidos sobre Cuba.

Guo também declarou que Pequim insta Washington a cessar o uso de sanções, instrumentos legais e ameaças de força contra Cuba.

A China apoia firmemente a ilha na defesa de sua soberania e dignidade nacionais, opondo-se, ao mesmo tempo, à interferência estrangeira, acrescentou ele.

As acusações contra Castro e cinco pilotos de caça das Forças Armadas cubanas decorrem de um caso ocorrido em 1996, no qual jatos cubanos abateram aviões operados por um grupo de exilados cubanos.

É raro os EUA apresentarem acusações criminais contra líderes estrangeiros. A acusação foi o exemplo mais recente dos esforços agressivos do governo Trump para expandir a influência americana no Hemisfério Ocidental.

Acusações contra Raúl Castro

Raúl Castro, ex-presidente de Cuba, foi acusado criminalmente nos Estados Unidos, na quarta-feira (20).

As acusações se referem a um caso de 1996, quando duas aeronaves civis pertencentes à organização de exilados cubano-americanos Irmãos ao Resgate foram abatidas.

Castro, que era ministro da Defesa na época, é acusado de ter ordenado o ataque, que matou quatro homens, incluindo três cidadãos americanos.

Ele é acusado de conspiração para matar cidadãos americanos, destruição de uma aeronave e homicídio. Há outros réus indiciados.

Castro, de 94 anos, assumiu a Presidência em 2008, após a doença de seu irmão, Fidel. Ele deixou o cargo em 2018, dois anos após a morte do irmão, mas continua sendo uma figura poderosa na política cubana.

A medida é tomada em um momento em que o presidente dos EUA pressiona por uma mudança de regime em Cuba. Historicamente, acusações de líderes estrangeiros pelos EUA são raras.

O governo americano impôs um tipo de bloqueio à ilha, ameaçando com sanções os países que fornecem combustível. Com isso, houve mais apagões, na pior crise em décadas.

Críticas entre autoridades de EUA e Cuba

Em uma mensagem em vídeo dirigida ao povo cubano na quarta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se ofereceu para criar uma nova relação entre os dois países.

Os pais de Rubio eram imigrantes cubanos que foram aos Estados Unidos. Segundo o secretário, a Casa Branca poderia fornecer US$ 100 milhões em ajuda. Falando em espanhol, disse que os alimentos e medicamentos devem ser distribuídos pela Igreja Católica ou por outros grupos de caridade confiáveis.

Ele culpou os líderes cubanos pela escassez de eletricidade, alimentos e combustível.

Em resposta, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, chamou Rubio de “porta-voz de interesses corruptos e vingativos”, mas não descartou aceitar a ajuda.

“Ele continua falando sobre um pacote de ajuda de 100 milhões de dólares que Cuba não rejeitou, mas cujo cinismo é evidente para qualquer um diante do efeito devastador do bloqueio econômico e do estrangulamento energético”, escreveu Rodríguez em uma publicação no X.

Fonte: CNN Brasil

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