Sergipe registra mais uma safra recorde de arroz e consolida posição entre os estados mais produtivos do país. Terceiro maior produtor do Nordeste, o estado combina alta produtividade com incentivo direto ao pequeno agricultor, impulsionado pela distribuição de sementes e assistência técnica no campo.
Nos últimos dois anos, entre 2023 e 2025, o governo estadual distribuiu 453 toneladas de sementes certificadas a 1.370 produtores, com investimento de R$ 5,4 milhões. A ação faz parte do programa Sementes do Futuro, que destina até 100 quilos por agricultor e atende principalmente áreas irrigadas como os perímetros Betume, Cotinguiba e Propriá, no baixo São Francisco.
Segundo o secretário de Agricultura, Zeca da Silva, a iniciativa busca garantir que pequenos produtores não percam o calendário agrícola. “A ideia é contribuir cada vez mais para que os rizicultores de pequeno porte não percam o período do início do plantio e garantir que eles estejam inseridos na produção do arroz em Sergipe”, afirmou.
Ele também destacou o impacto econômico da cadeia produtiva. “Também demonstra o reconhecimento do governador Fábio Mitidieri, de que a produção de grãos é um dos segmentos mais significativos em Sergipe, por possibilitar o enfrentamento da problemática da segurança alimentar e, principalmente, pela contribuição final na geração de emprego e melhoria da renda”, disse.
A assistência técnica tem papel central no avanço da produtividade. Por meio da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), os produtores recebem orientação desde o preparo do solo até a colheita. No perímetro Betume, por exemplo, uma nova etapa do projeto prevê acompanhamento direto e implantação de unidade demonstrativa ainda em 2026.
“Agora mesmo estamos iniciando uma nova etapa no projeto Betume, com assistência técnica direta ao produtor, principalmente por meio da questão do solo, dando orientações sobre adubação e correção. Agora em 2026, vamos implantar uma unidade demonstrativa que tem como objetivo acompanhar a produção, ver a questão de como o melhoramento pode ser aplicado em larga escala, em todo o projeto, para assistência ao produtor”, explicou o técnico agrícola Geyzon Joaquim Gonçalves. “Isso vai fazer com que nosso projeto Betume melhore ainda mais, além da média de 10 toneladas por hectare que já conseguimos atingir, sendo um dos maiores em produtividade do Brasil”, completou.
Além do apoio público, parcerias com a iniciativa privada ajudam a sustentar a atividade. Empresas do setor financiam a produção e atuam junto aos agricultores da região. “Trabalhamos em parceria com os produtores dos perímetros irrigados do baixo São Francisco, tanto em Alagoas, como em Sergipe. Esse ano estamos trabalhando com 290 lotes e nossa atuação consiste em financiarmos a cultura. Observamos que o mercado do arroz está com o dobro do estoque, o que significa que segurou muito o preço, mas a maioria dos produtores tirou um saldo positivo, como no ano passado que teve gente que ganhou 100% do que gastou. Infelizmente, o mercado é uma coisa que não depende das indústrias, o nosso interesse é que haja uma via de mão dupla, onde todos ganhem”, afirmou o engenheiro agrônomo das indústrias reunidas Coringa, Bento Claudino.
*Com informações Secom






