Da redação, Joângelo Custódio
Com o país saindo da recessão econômica e gerando mais empregos [foram mais de 57,7 mil novas vagas em outubro, sendo que em Sergipe foram contabilizadas apenas 2.440, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados [Caged], já é possível enxergar a luz de otimismo do comércio para as compras alusivas ao Natal, celebrado daqui a oito dias.
Em Aracaju, a expectativa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) é de crescimento em torno de 8%, cinco por cento a mais que o ano passado, quando o crescimento das vendas chegou ao fraquíssimo 3%. Em 2016, o crescimento foi de 1%. Com isso, espera-se, pela menos na teoria, que os sergipanos vão “abrir a mão” e comprar presentes mais atrativos, deixando de lado as famosas “lembrancinhas”.
“A média de crescimento é de 8%, podendo variar em dois pontos percentuais se comparado com 2017”, afirma o presidente da CDL de Aracaju, Breno Barreto. Segundo ele, alguns setores podem ter um crescimento até maior, como vestuário, calçados e eletroeletrônico. “Esses segmentos puxam as vendas. Os consumidores, acredito, irão comprar presentes mais caros, com média de R$ 116, deixando um pouco de lado as ‘lembrancinhas’”, prevê.
O otimismo nas vendas, segundo Breno, corresponde à injeção na economia sergipana de R$1,6 bilhão referente ao 13º salário, já esperado todos os anos.
Reforma da Previdência
A reforma da Previdência, que tramita no Congresso Nacional e divide opiniões, também foi destacada por Breno como um possível impulsionador do crescimento econômico. Para ele, se o Congresso aprovar ainda este ano – possibilidade nula na sua opinião -, o mercado poderia responder positivamente. “Se houver a reforma previdenciária pública, acredito que o mercado entenderia como positiva”.
Vilões dos anos anteriores
Em 2015, a supervalorização do Dólar foi o grande vilão, resultando no afastamento dos consumidores das lojas, já que muitos produtos, fabricados na China e nos Estados Unidos, ficaram “salgados”.
Em 2016, os algozes foram, pelo menos para o estado de Sergipe, os atrasos dos salários do funcionalismo público, também em decorrência da crise, e a balbúrdia deixada pela greve dos bancários.
Em 2017, novamente, atrasos salariais e desemprego em alta também contribuíram para um Natal sem expressão economicamente.







