ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 0:39:21

Comércio espera aumento tímido nas vendas para o Dia das Crianças

Agência Jornal de Notícias
Joângelo Custódio

 

Com o país ainda submergido numa crise econômica iniciada em meados de 2014, os sergipanos devem, novamente, "fechar a mão" e comprar presentes mais em conta para seus filhos no Dia das Crianças, comemorado nesta quarta-feira (12).

 

Ano passado, a supervalorização do Dólar foi o grande vilão, resultando no afastamento dos consumidores das lojas, já que os brinquedos, que, em sua maioria, vêm da China e de outros países como Estados Unidos, ficaram "salgados".

 

Em 2016, os algozes são, pelo menos para o Estado de Sergipe, os atrasos dos salários do funcionalismo público, também em decorrência da crise, e a balbúrdia deixada pela greve dos bancários. A expectativa é de aumento tímido nas vendas, em torno de 1,5%, como explica o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Brenno Barreto.

 

“Esperamos um incremento tímido, algo em torno de 1,5%. Se alcançarmos esse patamar, estaremos felizes. Os vilões são dois: a inconstância no pagamento dos servidores, que gera insegurança, se a gente tem o salário certinho na mão, a gente compra, senão, não compra; o segundo ponto eu considero a greve dos bancários, que gerou uma certa correria. Tem gente que não pegou seu cartão para sacar dinheiro por conta disso”, afirma o presidente, com ar de esperança.

 

Lembrancinha

 

Os consumidores já estão em alerta: nada de endividamento com presentes caros. “Sinceramente, meu filho vai ter que se contentar com uma lembrancinha este ano, não que ele não mereça, mas o momento é de economia”, revela o comerciário João Marcelo, de 34 anos.

 

Outra consumidora que comunga com o pensamento de João é a dona de casa Maria de Jesus, 40. Ela tem três filhos, sendo um deles de 10 anos. “Meu filho já foi avisado, nada de brinquedo caro”, disse.

 

Contramão

 

Na contramão da crise financeira, os únicos estabelecimentos comerciais que vendem brinquedos e ainda não sentiram o poder avassalador da desaceleração da economia são as lojas de franquias, sistema pelo qual uma empresa cede a uma outra, em troca de uma compensação financeira, o direito de usar seu nome.

 

Facultativo

 

Segundo Brenno Barreto, os donos de lojas do Centro Comercial de Aracaju que vendem brinquedos terão o livre arbítrio para abrir seus estabelecimentos no feriado. “É facultativo. O Centro não tem muita loja voltada para esse segmento, mas quem quiser abrir, pode”. 
 

 

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