*Da redação, AJN1
A seca que atinge o país em 2021 deixou a energia elétrica com o preço nas alturas. Somente neste mês de julho, por exemplo, a bandeira vermelha – patamar 2 – passou de R$ 6,24 para R$ 9,49 por 100 kWh consumidos, e a perspectiva, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), é que pode haver novo reajuste e subir para inimagináveis R$ 11,50.
Contudo, a conta ficou mais salgada também por outro motivo: o reajuste anual das tarifas das concessionárias de energia elétrica. De janeiro até o último dia 6, a Aneel atualizou os preços cobrados por 31 distribuidoras que atendem municípios de 14 estados brasileiros.
No estado de Sergipe, por exemplo, atuam três concessionárias: o Grupo Energisa, a Cooperativa de Eletrificação e Desenvolvimento Rural Centro Sul de Sergipe (Cercos), e a Companhia Sul Sergipana de Eletricidade (Sulgipe).
Conforme dados da Aneel, até o dia 6 de julho de 2021, as três concessionárias que atuam no Estado fizeram reajuste anual: a Energisa 8,90%; a Cercos 3,21%; e a Sulgipe 2,59%. Em todo o país, 14 concessionárias aumentaram o valor da conta.
Conforme a Aneel, as demais empresas de outros estados que ainda não passaram pelo processo de reajuste tarifário terão os preços revisados ainda neste ano, nas datas previstas nos seus contratos de concessão. O aumento médio repassado aos consumidores das empresas que já tiveram as tarifas corrigidas varia de 1,28% a 15,29%.
Principais fatores
Entre os principais fatores para a atualização das tarifas em 2021, a Aneel cita: Custos com encargos setoriais; despesas de transporte; aquisição e distribuição de energia; créditos de PIS/Cofins; efeitos do IGP-M; empréstimo da Conta-Covid (financiamento criado na pandemia).
Cada companhia é mais ou menos impactada por alguns desses fatores e, por isso, o tamanho da revisão das tarifas não é o mesmo para todas.
Veja o reajuste das concessionárias

*Com informações do Uol e Aneel






