Da redação, AJN1
No mês de abril de 2023, o custo da cesta básica de Aracaju apresentou alta de 1,42%. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (5), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Na prática, os aracajuanos tiveram que desembolsar R$ 553,89 para levar o conjunto de alimentos perecíveis para casa. Os custos do quilo do feijão, tomate, farinha de mandioca, açúcar refinado e o leite integral puxaram a alta em todas as capitais.
Mesmo com a elevação no preço, Aracaju mantém a cesta mais barata do Brasil. Vale frisar que no mês de março, houve queda de 1,24%; em fevereiro, diminuição de 0,42%; e em janeiro, expressiva alta de 6,57%.
O valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em 14 das 17 capitais onde o Dieese realiza pesquisa. As elevações mais importantes ocorreram em Porto Alegre (5,02%), Florianópolis (3,65%), Goiânia (3,53%), Brasília (3,43%) e Fortaleza (3,38%). Já as reduções foram observadas em três capitais: Natal (-1,48%), Salvador (-0,91%) e Belém (-0,57%).
Maior custo
São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 794,68), seguida de Porto Alegre (R$ 783,55), Florianópolis (R$ 769,35) e do Rio de Janeiro (R$ 750,77). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 553,89), Recife (R$ 582,26), João Pessoa (R$ 585,42) e Salvador (R$ 585,99).
Comparação
A comparação dos valores da cesta, entre abril de 2022 e abril de 2023, mostra que os preços caíram em nove das capitais pesquisadas, com variações que oscilaram entre -6,12%, em Curitiba, e -0,08%, em Recife. Nos quatro primeiros meses do ano, o custo da cesta básica aumentou em 11 cidades, com variações entre 0,02%, em Florianópolis, e 6,30%, em Aracaju.
Salário mínimo
Segundo o Dieese, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.676,11, ou 5,13 vezes o mínimo de R$ 1.302,00. Em março, o valor necessário era de R$ 6.571,52 e correspondeu a 5,05 vezes o piso mínimo. Em abril de 2022, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 6.754,33, ou 5,57 vezes o valor vigente na época, que era R$1.212,00.







