ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 4:12:43

Desigualdade de renda voltou a crescer em 2025 no Brasil

 

Apesar da renda recorde em 2025, a desigualdade de renda voltou a crescer no Brasil em 2025, após atingir o menor nível da série histórica no ano anterior. O movimento ocorreu porque a renda dos mais ricos avançou em ritmo mais acelerado do que a dos mais pobres entre 2024 e 2025. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de Rendimento de todas as fontes 2025, divulgada nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo os dados, a renda per capita por domicílio dos 10% mais pobres da população subiu 3,1% no período, saindo de R$ 260 reais enquanto a dos 10% mais ricos cresceu 8,7% — uma alta quase três vezes maior. Essa diferença se refletiu no índice de Gini da renda média domiciliar per capita, principal indicador de desigualdade do país, que passou de 0,504 em 2024 para 0,511 em 2025.

O índice vai de zero a 1, e quanto mais próximo de 1, mais desigual.

Na comparação de longo prazo, porém, a renda da população de menor renda ainda acumula crescimento mais forte. Entre 2019 e 2025, a renda dos 10% mais pobres aumentou 78,7%, enquanto a dos 10% mais ricos teve alta de 11,9%.

Por outro lado, a renda de todo o grupo que representa os 40% da população com menores rendimentos alcançou o maior valor da série histórica em 2025, embora, ainda assim, tenha crescido em ritmo inferior ao observado entre os mais ricos na comparação com o ano anterior. Em relação a 2024, houve alta de 4,7%. Já na comparação com 2019, o crescimento foi de 37,6% na média nacional.

Entre os fatores que ajudam a explicar o avanço da renda nas faixas mais baixas estão o dinamismo do mercado de trabalho nos últimos anos e os reajustes do salário mínimo. No entanto, esse crescimento pode ter tido um ritmo menor do que o dos mais ricos entre 2024 e 2025 por conta das altas taxas de juros, que acabam resultando em um maior endividamento para o primeiro grupo, enquanto o segundo se favorece do maior rendimento em aplicações financeiras.

Fonte: O GLOBO

 

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