À medida que a fecundidade cai no Brasil, a participação dos idosos na população brasileira só cresce. A presença dessa parcela atingirá em 2070 a taxa de 37,8% – serão quase quatro idosos para cada dez habitantes no país, superando outros grupos estários. Hoje, a taxa está em 15,6%, abaixo da população entre 0 e 14 anos (20,1%); entre 25 e 39 (23,3%); e entre 40 e 59 (26,2%), que representa a maior fatia. Os idosos só não estão atrás do grupo de 15 a 24 anos (14,8%).
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também projetou a esperança de vida ao nascer, que atualmente está em 76,4 anos para toda a população. No recorte de mulheres, ela é de 79,7; no caso dos homens, é de 73,1. No futuro, em 2070, o índice chegará a 83,9 – 86,1 para mulheres e 81,7 para homens.
“Há uma tendência de ganho, exceto nos anos de pandemia”, afirma a demógrafa Cíntia Simões. “Em 2019, para mulheres, a esperança de vida era de 79,6 anos, diminuindo em 2020 e em 2021 chegando a 76,4, nível observado no Brasil em 2004. Houve um retrocesso bem expressivo. Mas, em 2022, houve aumento, e em 2023 a projeção chega a patamar semelhante ao da pré-pandemia”.
Fonte: VEJA







