Da redação, AJN1
Um empresário do ramo de medicamentos e uma funcionária foram presos na manhã de hoje (20) durante operação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual (MPE), com o apoio do Grupamento de Ações Táticas do Interior (Gati) Comando de Operações Especiais (COE) e Departamento de Crimes a Ordem Tributária e a Administração Pública (Deotap). Também foram cumpridos sete mandados de buscas e apreensão. A ação é resultado do desdobramento das investigações que resultaram na operação Citrus, deflagrada em dezembro do ano passado.
O diretor do Gaeco, promotor de justiça Bruno Melo, explicou que os dois presos são acusados de obstrução a investigação sobre organizações criminosas. Pelo que foi esclarecido, um dia após a realização da operação Cítrus, no dia 19 de dezembro de 2019, o empresário e a funcionária passaram a destruir provas, queimando caixas com documentos importantes para a investigação. Além disso, os investigados deram fim aos aparelhos celulares e apagaram dados.

“Entendemos que foi para prejudicar as investigações. Foram pedidos sete mandados de prisão. A desembargador Ana Lúcia se convenceu que tinha para fundamento para duas prisões e nós efetuamos hoje o cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão”, disse o promotor acrescentando que o empresário é tido como dono de todas as empresas investigadas e líder do esquema criminoso. Os presos foram ouvidos e encaminhados para o Deotap, de onde serão transferidos para unidades prisionais do estado.
“A partir da prisão temos dez dias para oferecer a denúncia. Nos próximos dez dias vamos fazer a denúncia da obstrução. Com relação a operação Cítrus originária, não existem réus presos. Estamos tentando comprovar que as empresas de medicamentos só emitiam notas para o pagamento de faturas, sem a entrega efetiva do remédio e até a venda de produtos que ele não compra. A Secretaria da Fazenda já fez uma inspeção e constatou que existiam notas de saída e não tinham notas de compra. Não posso vender o que não comprei. Ou não está entregando ou está fornecendo mercadoria fria”, contou Bruno Melo.
O promotor lembrou que a princípio as investigações tem como alvo a Prefeitura de Laranjeiras, mas poderá atingir outros municípios onde as empresas investigadas tiveram atuação
Apuração
As investigações que levaram a deflagração da operação Cítrus começaram a partir de uma denúncia anônima encaminhada ao Gaeco. Em dezembro do ano passado foi deflagrada a primeira fase da operação, onde foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão nas cidades de Laranjeiras, Nossa Senhora do Socorro e Aracaju.






