Da redação, AJN1
Comerciantes, empresários e autônomos realizam uma mobilização na manhã desta sexta-feira (27) no Centro de Aracaju, entre as ruas Geru e calçadão da João Pessoa, para pressionar a flexibilização do Decreto estadual para que possam reabrir os estabelecimentos. Eles alegam que o governador do estado não tem dialogado ou apresentado alternativas para a classe. Outra manifestação está prevista para acontecer a partir das 14h de hoje. Desta feita será uma carreata que deverá sair das imediações do hipermercado Extra, no Distrito Industrial de Aracaju (DIA)
“Estamos reunidos para pedir apoio ao governador para manter os empregos. A luta é para manter os empregos. No decreto da Prefeitura era para fechar apenas um turno, mas o governo mandou fechar tudo”, revelou o empresário Saulo Farias. Segundo ele, os prazos para pagamento de impostos já venceram e o Governo do Estado não se posicionou sobre uma prorrogação ou desconto. “Mandou fechar o comércio e não abriu mão de nada”, resumiu o empresário.
O contador Josevaldo Mota lembrou que a mobilização está ocorrendo seguindo as recomendações das autoridades de saúde como forma de evitar aglomerações. A exemplo dos demais participantes do ato, uma das preocupações dele é com a questão dos impostos. “O governador decretou o fechamento das empresas. Ele vai decretar a suspensão do pagamentos dos impostos? Não vai, porque precisa de dinheiro e sem dinheiro o governo não vive e os empresários também. O ato é em defesa do povo”.
Empresários e comerciantes alegam que sentiram a necessidade de sair às ruas, não para fazer algazarra ou panelaço, para pedir ao governador que dê resposta a situação que vem enfrentando a classe diante das restrições impostas pelo Decreto.
O secretário de Estado da Comunicação, Sales Neto, destacou que o maior prejudicado com o fechamento do comércio é o Governo do Estado, porque tem na arrecadação do ICMS um dos pilares da sua economia, que é a fonte para pagar os fornecedores, servidores e honrar com as despesas. “Não há interesse de nenhum governante no Brasil em manter a situação do jeito que está por conta de algo que ele simplesmente achou que deveria fazer e fez. Existe uma ameça concreta. Por mais que algumas pessoas estejam apenas olhando para os seus interesses e não queiram enxergar, existe uma ameça concreta para a sociedade, para o povo de Sergipe e do Brasil, que é esse vírus”.
Sales Neto lembrou que os países que afrouxaram nas medidas estão tendo consequências drásticas na área da saúde pública com muitas vítimas. “O governo está atento a tudo isso. Preocupado com essa situação do comércio que vai impactar com a arrecadação dos cofres estaduais”. Ele acrescentou ainda que a decisão do governador Belivaldo Chagas foi para preservar a saúde e a vida das pessoas.
Na próxima semana o governo deve anunciar linhas de crédito para capital de giro, com carência e juros acessíveis. A Deso já anunciou a suspensão da cobrança de água por 90 dias para quem é beneficiado com a tarifa social e o reajuste foi suspenso.







