O cancelamento da participação americana na Conferência Espacial das Américas, organizada em parceria com a Força Aérea Brasileira, e também a possibilidade de os EUA não integrarem a Operação Formosa da Marinha ligaram o sinal de alerta entre os militares brasileiros.
“Nessa guerra, quem vai sair perdendo somos nós”, disse um general quatro estrelas, a mais alta patente do Exército, em referência ao lado brasileiro, mais frágil diante dos Estados Unidos.
Os militares classificam a parceria com os americanos como um “casamento histórico que vem desde a Segunda Guerra, uma relação muito forte”, mas admitem que agora está estremecida devido aos atritos entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.
Entre as preocupações está a possibilidade de os EUA mandarem de volta os mais de 50 militares brasileiros que hoje fazem intercâmbio com as Forças Armadas americanas.
“Se acontecer algo, não resta outra solução a não ser fazer a mala e voltar para o Brasil”, avaliou o general.
Outro ponto sensível é o projeto do submarino nuclear brasileiro — embora seja um acordo com a França, muitos componentes são de origem americana.
Para os militares ouvidos, o embate político traz riscos concretos. “Os civis não têm noção do estrago que pode ser no campo militar essa discussão entre Trump e Lula. Nós temos acordos históricos, comissões de compra e aquisição de equipamentos militares que são fundamentais para o interesse do Brasil. O Brasil começa a se aproximar de China, Rússia e Irã, e os militares brasileiros ficam arrepiados”, afirmou.
Fonte: R7







