Da redação, AJN1
Entregadores de alimentação por aplicativo paralisam as atividades em todo o Brasil nesta quarta-feira (1º). Em Aracaju, a categoria realiza um ato a partir das 9 horas, nos Arcos da Orla de Atalaia, e depois seguem pelas principais vias da capital. Os entregadores cobram melhores condições de trabalho, aumento na taxa mínima paga pelas empresas de aplicativo e falta de equipamentos básicos nesse período de pandemia da covid-19.
A categoria denuncia que tem trabalhado em média 12 horas por dia, sendo obrigada a fazer sucessivas entregas, pois, caso fique inativo por cerca de uma hora, as empresas já não direcionam mais entregas. Além disso, se o entregador passar um dia sem trabalhar, aplicativos, a exemplo do IFood, já consideram o profissional inativo e aplicam o “bloqueio branco”, que é o afastamento do trabalhador por motivos que não podem ser justificados tecnicamente.
“A gente fica com o cadastro ativo. Estamos online, mas nenhuma encomenda chega. Você pode até mudar de área, mas mesmo assim nada a direcionado para você”, revelou o motoboy João dos Santos, acrescentando que o entregador está sempre levando alimentação e muitas vezes sequer tem se alimentado, está trabalhando para ter o mínimo para sua sobrevivência. “Convivemos diariamente com o risco de contaminação pelo coronavírus. O que buscamos é a valorização e melhores condições de trabalho”, destacou o motoboy.
De acordo com um dos coordenadores do movimento dos entregadores em Aracaju, Derlan Azevedo, o ponto de encontro da categoria será os Arcos da Orla e de lá os entregadores irão realizar atos em vários pontos de Aracaju. Em Sergipe, a categoria está organizando uma entidade que possa representá-la.
A expectativa da Federação Nacional dos Trabalhadores Motociclistas Profissionais e Autônomos (Fenamoto), filiada à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL/CUT), que também apoia a mobilização, é que em todo o país mais de 7,5 milhões entregadores cruzem os braços nesta quarta-feira.
Reivindicações da paralisação nacional dos entregadores
Aumento do valor por km Com o aumento da demanda pelo serviço de entregada em meio à pandemia de covid-19, os entregadores afirmam que o lucro dos aplicativos aumentaram, mas nenhum reajuste foi repassado aos trabalhadores
Aumento do valor mínimo: Os entregadores reivindicam o aumento no valor mínimo de entrega para que possa ser compensado o deslocamento de cada um deles, tanto de bikers quanto de motoboys.
Fim dos bloqueios por meio dos aplicativos: Segundo a categoria, aplicativos rastreiam participantes de protestos e movimentos e realizam bloqueios e desligamentos da plataforma.
Seguro de roubo e acidente: A categoria pede segurança contra roubos e em casos de acidentes durante a jornada de trabalho.
Auxílio-pandemia Distribuição de EPIs e licença remunerada em caso de doença.







