Uma estátua instalada em frente ao Congresso, em Washington, nos Estados Unidos, colocou Donald Trump (Republicanos) e Jeffrey Epstein na mesma cena do filme “Titanic”. A obra, colocada nesta semana, transforma a dupla nos personagens Jack e Rose e rapidamente virou ponto de curiosidade e fotografias na área turística da capital.
Criada pelo coletivo anônimo Secret Handshake, a instalação recebeu o título “Rei do Mundo”. O trabalho apareceu acompanhado por placas e outdoors que mencionam a antiga relação social entre o ex-presidente e o financista, morto em 2019 após ser preso por comandar um esquema de exploração sexual.
A escultura reproduz a cena mais clássica do filme: Trump aparece na posição do personagem Jack, com os braços abertos na proa imaginária, enquanto Epstein surge logo atrás, no lugar de Rose. A composição transforma um dos momentos mais conhecidos do cinema em sátira política.
Na tarde desta terça-feira (10), visitantes e turistas se aglomeravam diante da peça improvisada para tirar fotos. A obra também foi cercada por painéis com imagens dos dois juntos em eventos sociais de décadas passadas.
O coletivo responsável pela instalação costuma produzir intervenções urbanas com teor político em espaços públicos. O grupo atua de forma anônima e instala as obras sem anúncio prévio, o que costuma transformar as peças em fenômenos virais nas redes sociais.
O financista morreu em 2019, poucas semanas após ser preso sob acusação de comandar uma rede de abuso sexual envolvendo jovens mulheres e adolescentes.
Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, documentos da investigação federal sobre Epstein foram divulgados e relacionou ele com o presidente dos Estados Unidos.
Ligação com Donald Trump
Trump e Epstein frequentaram os mesmos círculos sociais nos anos 1990 e início dos anos 2000. O ex-presidente já afirmou que rompeu relações com o financista e nega qualquer participação no esquema de abusos.
O nome de Donald Trump também aparece repetidamente nos arquivos relacionados a Epstein. O presidente dos Estados Unidos já afirmou que sua relação com o financista terminou há muitos anos e que não tinha conhecimento dos crimes sexuais cometidos por ele.
Parte do material reunido pelo FBI inclui denúncias feitas por pessoas que entraram em contato com a linha direta do Centro Nacional de Operações contra Ameaças. Entre os registros, há diversas alegações de abuso sexual envolvendo Trump, Epstein e outras figuras públicas.
Trump sempre negou qualquer irregularidade ligada a Epstein e não foi formalmente acusado de crimes pelas vítimas do financista.
O Departamento de Justiça dos EUA declarou: “Alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump, que foram enviadas ao FBI pouco antes da eleição de 2020”.
A chamada Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, sancionada por Trump em 19 de novembro, determinou que os documentos relacionados a Epstein sob posse do Departamento de Justiça fossem divulgados até 19 de dezembro.
Fonte: IG







