Da redação, AJN1
A feira livre do Batistão, situada no bairro São José, na zona Sul de Aracaju, inaugurou na manhã desta terça-feira (10), um novo formato de comercialização padronizada, estabelecido pelo Ministério Público do Estado (MPE), dentro das normas da vigilância sanitária.
Esta é a primeira feira livre da capital a adotar este novo modelo de organização, a qual assegura condições sanitárias necessárias para a comercialização, principalmente de produtos de origem animal, a exemplo da carne de boi, frango, peixe e derivados do leite, que agora são acomodados em refrigeradores.
Na avaliação da promotora do MPE/SE, Euza Missano, que atua na Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Aracaju, esta é uma luta que o MPE vem empreendendo há mais de 15 anos para que esses produtos sejam resfriados e vendidos de forma adequada à população.
“Diante de relatórios da Vigilância Sanitária do Município e fiscalizações realizadas em todas as feiras livres de Aracaju, foram detectados diversos problemas de ordem sanitária, principalmente à comercialização de produtos de origem animal sem a refrigeração adequada. Essa fiscalização resultou no ajuizamento de ação civil pública no sentido de que essas feiras livres somente pudessem fazer o comércio de produtos se estivessem adequadas às novas normas de ordem sanitária”, explica a promotora.
Demais feiras
De acordo com Euza Missano, já há uma audiência designada para a segunda quinzena do mês de março, na qual o MPE/SE irá se reunir com a Emsurb para fazer o cronograma de avanço de adequação das demais feiras livre da cidade.
“A partir de agora, com essa adequação, nós consigamos apresentar produtos de qualidade aos usuários das feiras de livres de Aracaju”, afirma a promotora.
Custos
Segundo o presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Luiz Roberto, neste novo formato existe uma diferença de custo nos equipamentos disponibilizados, como bancas para hortifruti, bancadas para manipulação e corte de carnes, peixes e aves, e balcões frigoríficos, e que os valores variam de acordo com o padrão estabelecido para cada feira.
“Existe uma diferença na composição dos custos dessas novas estruturas, como consumo de energia, transporte, etc. Por isso, o valor das bancas irá variar entre 25 a 36 reais, a depender da feira”, afirma Luiz Roberto.







