Ciência e Tecnologia

GPT-6 Astra: OpenAI apresenta novo modelo de inteligência artificial que representa salto de geração

04/09/2026 às 16:05

 

A OpenAI apresentou o GPT-6 Astra, novo modelo de inteligência artificial (IA) que, segundo a empresa, representa um salto de geração. Greg Brockman, presidente da companhia, afirmou que o sistema pode marcar a chegada da inteligência artificial geral (AGI).

O Astra foi criado para realizar tarefas profissionais complexas com autonomia. Essa capacidade, porém, também amplia uma preocupação que acompanha a evolução dos agentes de IA: como supervisionar sistemas que conseguem fazer cada vez mais coisas sozinhos?

“Bem-vindos à era da AGI”

Brockman disse acreditar que a OpenAI pode ter alcançado a AGI com o Astra, embora tenha deixado aos usuários a decisão sobre se o modelo realmente merece essa definição.

“Pode ser que seja com este modelo”, afirmou o executivo ao ser questionado sobre a possibilidade. No fim da conversa com jornalistas, resumiu sua posição: “Bem-vindos à era da AGI”.

O treinamento também alcançou uma escala inédita para a OpenAI. Foram usados mais de 100 mil GPUs no complexo Stargate, no Texas. Pela primeira vez, outros modelos tiveram participação significativa na supervisão desse processo.

O Astra foi projetado para operar dentro de softwares, em vez de apenas orientar o usuário sobre o que fazer. Entre as tarefas demonstradas ou citadas pela OpenAI estão:

– Formatação de um contrato jurídico;

– Criação de uma cidade em 3D;

– Projetos em KiCad, Unity, FreeCAD e Blender;

– Preparação de uma declaração de imposto a partir de um formulário W-2;

– Auxílio em pesquisas científicas.

Em uma demonstração, o sistema também pesquisou opções de comida e reservou uma quadra de tênis enquanto executava outras atividades.

Cibersegurança entra no radar

A capacidade do Astra em cibersegurança é um dos pontos mais sensíveis do lançamento. A OpenAI classificou o modelo no nível “crítico” de sua estrutura de preparação para riscos.

Segundo a empresa, o sistema pode encontrar vulnerabilidades desconhecidas e desenvolver maneiras de explorá-las em sistemas protegidos, sem receber instruções detalhadas de uma pessoa.

A preocupação foi suficiente para levar a OpenAI a interromper o treinamento por duas semanas e acrescentar testes e camadas de segurança antes da liberação.

Monitoramento virou outro desafio

Os testes também revelaram uma dificuldade diferente. O Astra ficou mais difícil de monitorar em avaliações que verificavam se o modelo poderia escapar da supervisão humana.

A OpenAI afirma que ele ainda tem problemas para ocultar o raciocínio usado em tarefas complexas. Mesmo assim, a queda na monitorabilidade foi considerada séria pela companhia.

“Quando os modelos conseguem fazer mais coisas de forma autônoma, precisamos poder confiar mais neles”, afirmou Amelia Glaese, vice-presidente de pesquisa da OpenAI, em nota.

O Astra chegará primeiro a organizações participantes do programa Daybreak Access. Nos próximos dias, a previsão é disponibilizar o modelo para clientes Plus, Pro, Business e Enterprise, além de desenvolvedores da API. Usuários não pagantes ainda não têm previsão de acesso.

A chegada do GPT-6 Astra coloca a OpenAI diante de uma questão que vai além do desempenho do novo modelo: quanto mais autonomia a inteligência artificial conquista, maior se torna a necessidade de encontrar maneiras confiáveis de acompanhar suas decisões e ações.

Fonte: Olhar Digital

 

 

 

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