ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 0:54:04

“Grito dos Excluídos” vai arrecadar donativos para famílias carentes do Santa Maria

Da redação, AJN1

Mesmo com as festividades alusivas ao Dia 7 de setembro adiadas em virtude da pandemia da covid-19, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizará, em todo o país, a 27ª edição do “Grito dos Excluídos”, que é um conjunto de manifestações populares (com participação de sindicatos, entidades, movimentos sociais e religiosos) que ocorre desde 1995, ao longo da Semana da Pátria, e culmina com o Dia da Independência do Brasil.

As manifestações têm como objetivo abrir caminhos aos excluídos da sociedade, denunciar os mecanismos sociais de exclusão e propor alternativas para uma sociedade mais igualitária e inclusiva. Este ano, o movimento pede a saída do presidente da República, Jair Bolsonaro, e critica a ausência de direitos básicos: “Vida em primeiro lugar – na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda!”.

Em Aracaju, a concentração será em frente à Igreja São José e Santa Tereza de Calcutá, no conjunto Marivan, bairro Santa Maria, às 9h da manhã de terça-feira, dia 7. Antes da pandemia, o Grito dos Excluídos encerrava o desfile cívico outrora realizado na avenida Barão de Maruim, na capital sergipana.

Política à parte, neste ano, o Grito terá um caráter solidário e vai arrecadar alimentos e roupas para serem doados à população carente do bairro Santa Maria.

O presidente da CUT Sergipe, Roberto Silva, falou sobre o ato. “Hoje, a classe trabalhadora é duramente prejudicada pela política de fome, carestia e desemprego do governo Bolsonaro. Mais do que nunca, devemos nos unir com solidariedade para construir o 27º Grito dos Excluídos contra a política genocida deste governo genocida. Pedimos a todos que tragam cestas de alimentos e roupas para doar aos movimentos sociais que atuam dentro do bairro Santa Maria”, afirmou Roberto Silva.

O primeiro “Grito”, em 1995

O primeiro Grito dos Excluídos, realizado em 7 de setembro de 1995, aconteceu em 170 localidades do país e teve como lema “A Vida em Primeiro Lugar”. A proposta dos protestos surgiu em 1994 durante a 2ª Semana Social Brasileira, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com o tema “Brasil, alternativas e protagonistas”, inspirada na Campanha da Fraternidade de 1995, com o lema: A fraternidade e os excluídos.

A partir de 1996, as manifestações foram assumidas pela CNBB, que aprovou o Grito em sua Assembleia Geral, como parte do Projeto Rumo  ao  Novo  Milênio (PRNM).

Você pode querer ler também