Da redação, AJN1
O Dia das Mães, a ser comemorado no próximo domingo, 10, é a segunda melhor data do ano para o comércio em todo o Brasil, perdendo apenas para o Natal. Mas este ano, em razão da pandemia mundial do novo coronavírus (covid-19), que obrigou governos a instituir normas de isolamento social e fechar estabelecimentos comerciais para evitar a proliferação da doença, as compras devem tem uma redução sem precedentes. Mas o que deve salvar o comércio, quem diria, são as compras pela internet.
Com os shoppings centers e alguns comércios de rua fechados, ganham destaque as compras pela internet (53%), meio de compra mais citado pelos entrevistados do levantamento feito em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).
A pesquisa também detectou os fatores que mais influenciam na escolha do local de compra dos presentes: 48% vão optar por locais que ofereçam os melhores preços, 37% por locais que ofereçam boas promoções/descontos, 36% por lugares que tenham produtos de qualidade e 27% darão preferência a lojas que ofereçam frete grátis. 18% mencionaram a disponibilidade da loja que esteja funcionando devido ao coronavírus.
Já o gasto médio pretendido com todos os presentes em 2020 é de R$ 188, o que pode garantir a injeção de até R$ 20,2 bilhões na economia.
Cautela
Para Brenno Barreto, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Aracaju, a pesquisa aponta ainda que o consumidor brasileiro está cauteloso na hora de ir às compras. “O percentual daqueles que esperam gastar mais ou a mesma quantia do último ano passou de 67% na pesquisa de 2019 para 40% em 2020, uma queda de 27 pontos percentuais”, diz com base na amostra.
Edivaldo Cunha, presidente da FCDL, crê que apesar de a economia mundial ter sido afetada diretamente, e em Sergipe não é diferente, “mas ainda existe o apelo emocional em relação ao Dia sagrado, o das Mães, onde seus filhos presenteiam comumente e por gratidão eterna, além das esposas, sogras e avós”, reforça.
Para o presidente da CNDL, José César da Costa, a crise financeira causada pela covid-19 afeta a renda familiar do brasileiro, que também está inseguro com o cenário incerto dos próximos meses. “Quase quatro milhões de trabalhadores já fizeram acordo de redução de jornada e de salários, o que impacta diretamente na renda familiar. O cenário dos próximos meses traz insegurança para a manutenção das empresas e dos postos de trabalho. As pessoas ainda vão tentar presentear as mães, mas o gasto tende a ser menor do que nos anos anteriores”, afirma Costa.






