A guerra entre Estados Unidos e Irã, no Oriente Médio, ficou mais longe do fim. Nesta segunda-feira (6), tanto os americanos quanto os iranianos sinalizaram que discordam e rejeitam o plano de paz, encabeçado pelo Paquistão, que previa um cessar-fogo de 45 dias e a reabertura imediata do estreito de Ormuz.
Teerã afirmou que se recusa a aceitar qualquer pausa temporária no conflito porque o tempo jogaria a favor de Washington, já que os americanos conseguiriam renovar seu arsenal e voltar mais fortes para a guerra.
O Irã avisou o Paquistão que só se interessa pelo fim permanente para a guerra e, para isso, fez uma contraproposta, segundo a agência de notícias oficial Irna.
O país persa impôs dez cláusulas, incluindo o fim dos conflitos na região, um protocolo para a passagem segura pelo estreito de Ormuz, o levantamento das sanções e a reconstrução do país.
Ao mesmo tempo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “não validou” o Acordo de Islamabad, como seria chamado o pacto proposto pelos paquistaneses em homenagem à capital do país.
“Esta é uma das muitas ideias na mesa, e o presidente Trump ainda não a validou. A operação Fúria Épica continua”, disse uma alta autoridade da Casa Branca à emissora americana ABC News nesta segunda-feira.
Regime iraniano pode ser derrotado em uma noite, afirma Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta segunda-feira (6), ao detalhar a operação de resgate do piloto do caça F-15 que havia sido abatido pelo Irã, que o regime iraniano “pode ser derrotado em uma noite”.
“O país inteiro pode ser eliminado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã”, disse Trump em coletiva na Casa Branca, ao comentar possíveis ações militares contra Teerã.
A fala ocorreu pouco tempo depois de tanto os americanos quanto os iranianos sinalizarem que discordam e rejeitam o plano de paz, encabeçado pelo Paquistão, que previa um cessar-fogo de 45 dias e a reabertura imediata do estreito de Ormuz.
Trump voltou a pressionar o Irã a aceitar um acordo até o prazo estabelecido por Washington, sob risco de ataques a infraestruturas estratégicas, como usinas de energia e pontes — a advertência vale até as 21h desta segunda no horário de Brasília.
Teerã afirmou que se recusa a aceitar qualquer pausa temporária no conflito porque o tempo jogaria a favor de Washington, já que os americanos conseguiriam renovar seu arsenal e voltar mais fortes para a guerra.
Fonte: R7







