ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 3:12:43

La Niña: entenda impacto de fenômeno climático para o Brasil

 

O La Niña atrasou, mas foi confirmado pela Administração Atmosférica e Oceânica dos Estados Unidos (NOAA). Segundo os cientistas, o fenômeno climático oposto ao El Niño já está atuando no Oceano Pacífico e deve permanecer ativo até o início de 2026.

Lembrando que ele consiste no resfriamento das águas do Oceano Pacífico, causando mudanças na distribuição de chuvas e nas ondas de frio. Alguns destes efeitos serão sentidos, inclusive, em território brasileiro.

Temperaturas do oceano já estão abaixo da média

O resfriamento das águas do oceano começou a ser registrado em setembro e deve se manter entre dezembro e fevereiro.

Atualmente, as temperaturas da superfície do mar no Pacífico Central e Oriental estão até 0,5°C abaixo da média.

Outros sinais típicos de La Niña, como ventos mais fortes vindos do leste, maior concentração de chuvas na região da Indonésia e condições mais secas na área central do Pacífico, também já estão sendo verificados.

Apesar disso, a Administração Atmosférica e Oceânica dos EUA classifica o atual episódio como fraco, o que significa que seus efeitos devem ser menos intensos do que em anos anteriores.

Os cientistas ainda apontam que existe uma probabilidade de 55% de que o sistema volte à neutralidade entre janeiro e março do próximo ano.

O que esperar do La Niña?

O La Niña se caracteriza pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, intensificando os ventos alísios e modificando a circulação atmosférica. Isso pode resultar em aumento de chuvas em certas áreas e estiagem em outras, afetando o clima de forma oposta ao El Niño (aquecimento das águas).

Além das alterações na precipitação, o fenômeno climático também influencia as temperaturas, promovendo tanto ondas de calor quanto períodos inesperados de resfriamento. O último La Niña aconteceu entre 2020 e 2023.

No Brasil, a expectativa é que o resfriamento das águas do Pacífico Equatorial tragam mais chuvas para as regiões Norte e Nordeste, elevando o risco de enchentes e de outros eventos extremos. Já o Sul enfrentará um clima mais seco, com possibilidade de geadas tardias e estiagem durante o verão.

Fonte: Olhar Digital

 

 

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