O Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen) divulgou ontem o laudo da amostra de sangue do enfermeiro Fábio Henrique Santos Custódio Divino, de 41 anos, que morava no Conjunto Augusto Franco, na Zona Sul de Aracaju, e morreu na segunda-feira, 07, sob suspeita de dengue hemorrágica. De acordo com Cliomar Alves, superintendente do Lacen, o resultado da análise foi positivo para Chikungunya, doença transmitida pelo Aedes Aegipty, mesmo transmissor da dengue e zica.
No atestado de óbito fornecido pelo hospital particular de Aracaju onde aconteceu a morte, consta febre hemorrágica por dengue. Segundo Cliomar, geralmente no estado de óbito são colocadas as possíveis causas, e as causas aparentes médicas decorrentes que levaram ao óbito. “As informações são importantes para o momento da investigação, só que a investigação de vigilância não acaba nesse momento. Continua, principalmente quando se trata de uma doença de notificação compulsória, uma investigação que necessita de finalizar com uma investigação laboratorial, que continuou.
Segundo a família, o enfermeiro apresentou dores e inchaço nas articulações e febre na quarta-feira, 02. Diante da piora do quadro, esteve na UPA Fernando Franco, no conjunto Augusto Franco, por três vezes. No domingo, 06, quando o quadro agravou, ele foi internado e faleceu no dia seguinte, em um hospital particular, com disfunção múltipla dos órgãos. Familiares reclamam que no local não foi feita a reposição de plaquetas.
O corpo do enfermeiro foi sepultado, no final da manhã da terça-feira, 08, no Cemitério São João Batista, em Aracaju. Fábio Henrique trabalhava no Hospital Santa Isabel e no Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse).
Balanço – Segundo dados da Secretaria de Saúde de Sergipe, no período de janeiro a julho de 2023, foram confirmados 1.683 casos de dengue, 1.091 de chikungunya e 161 de zika, número considerado mais baixo em comparação ao ano passado, onde houve registro de 3.426 casos de dengue, 2.589 de chikungunya e 82 de zika. Com relação ao número de óbitos, em 2023 já foram sete mortes por dengue e três por chikungunya, enquanto por zika não houve óbitos. Já em 2022, foram oito mortes por dengue e duas por chikungunya, sendo que não houve registro de óbitos por zika.







