Da redação, AJN1
O sexto e último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) do ano, produzido pela Prefeitura de Aracaju, por intermédio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), aponta que, dos 48 bairros de Aracaju, 30 foram classificados com baixo risco e 18 com médio risco de infestação pelo mosquito transmissor de dengue, chikungunya e zika.
Os dados completos do levantamento foram apresentados nesta terça-feira, 14, pelo prefeito Edvaldo Nogueira e pela secretária municipal da Saúde, Waneska Barboza, durante coletiva de imprensa na sede da administração municipal.
“Desde 2017, quando retornamos à Prefeitura, o combate à proliferação do Aedes aegypti tem sido primordial. Através de ações conjuntas entre a Secretaria da Saúde e a Empresa Municipal de Serviços Urbanos, passamos a executar medidas de enfrentamento direto ao mosquito e aos criadouros, como limpeza de terrenos, recolhimento de pneus, mutirões, entre outras ações”, afirmou Edvaldo, durante a apresentação.
Segundo a Prefeitura, em comparação ao ano passado, houve uma queda expressiva de 67,2% dos casos de dengue, 68,4% nos de chikungunya e de 7,5% nos de zika.
O sexto LIRAa do ano, na capital, foi realizado entre os dias 6 e 10 de novembro. Esse levantamento tem como foco nortear as ações da Prefeitura no combate à proliferação do Aedes aegypti.
No levantamento anterior, divulgado em setembro, Aracaju havia registrado índice 1,0, também classificado como baixo risco e o menor dos últimos cinco anos.
Realizado a cada dois meses, o LIRAa é classificado em três níveis: baixo (de 0,0% a 0,9%), médio (de 1,0% a 3,9%) e alto (acima de 4,0%).
Embora a capital esteja, atualmente, em baixo risco de infestação, um dado do levantamento, de acordo com a secretária municipal da Saúde, Waneska Barboza, requer uma atenção especial: o crescimento expressivo de criadouros do vetor dentro das residências. Segundo indica a análise do sexto LIRAa, cerca de 64,3% dos criadouros foram localizados em lavanderias, caixas d’água e tonéis, classificando esses pontos em primeiro lugar. Em segundo lugar – 28,5% -, estão os vasos, pratos de plantas, ralos, lajes e sanitários em desuso. Já o terceiro ponto com o maior foco de criadouros, registrando um percentual de 7,1%, são os entulhos e resíduos sólidos, enquanto que o percentual de pneus foi de 0%.
Notificações
Em 2023, foram registradas 3.781 notificações das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, na capital, sendo confirmados 1.401 casos – 972 de dengue, 392 de chikungunya e 37 de zika.
A Prefeitura não divulgou o número de mortes por dengue e chikungunya.
Com informações da PMA.







