A lombalgia, conhecida popularmente como dor na parte baixa das costas, é uma das queixas de saúde mais comuns entre os brasileiros e figura entre as principais causas de afastamento do trabalho. Estima-se que a maioria das pessoas terá ao menos um episódio de dor lombar ao longo da vida, variando de quadros leves e passageiros a dores intensas e persistentes.
As causas da lombalgia são diversas. Entre as mais frequentes estão a má postura, o sedentarismo, o esforço físico excessivo e movimentos repetitivos. “Alterações na coluna, como hérnia de disco, artrose, escoliose e degeneração dos discos intervertebrais, também podem estar associadas”, conforme aponta o médico ortopedista e coordenador do curso de Medicina da Faculdade Anhanguera, Carlos Eduardo de Castro. Além disso, fatores como obesidade, estresse, tensão muscular e até questões emocionais podem contribuir para o surgimento ou agravamento da dor. Em alguns casos, a lombalgia pode ter origem inflamatória, infecciosa ou estar relacionada a doenças sistêmicas, o que exige investigação médica.
O médico destaca alguns sinais característicos. “Os sinais da lombalgia incluem dor localizada na região lombar, que pode ser contínua ou intermitente, além de sensação de rigidez, dificuldade de movimentação e limitação para atividades do dia a dia. Em situações mais graves, a dor pode irradiar para as pernas, vir acompanhada de formigamento, fraqueza muscular ou perda de sensibilidade; sintomas que indicam possível comprometimento dos nervos e requerem atenção especializada”, detalha o ortopedista.
A lombalgia pode ser classificada de diferentes formas, principalmente de acordo com a duração, a causa e a origem da dor, segundo o médico. Veja os principais tipos:
Quanto à duração
- Lombalgia aguda: dura até 6 semanas. Geralmente surge após esforço físico, movimento brusco ou má postura e tende a melhorar com tratamento simples.
- Lombalgia subaguda: persiste entre 6 e 12 semanas, podendo indicar recuperação mais lenta ou fatores associados.
- Lombalgia crônica: dura mais de 12 semanas. Costuma estar ligada a alterações estruturais da coluna, sedentarismo, fatores emocionais ou doenças degenerativas.
Quanto à causa
- Lombalgia mecânica: a mais comum. Relacionada a postura inadequada, sobrecarga muscular, movimentos repetitivos e desgaste natural da coluna.
- Lombalgia inflamatória: associada a doenças reumatológicas, como a espondilite anquilosante. Geralmente melhora com movimento e piora com repouso.
- Lombalgia degenerativa: causada pelo envelhecimento das estruturas da coluna, como artrose e degeneração dos discos intervertebrais.
- Lombalgia traumática: ocorre após quedas, acidentes ou impactos diretos na coluna.
- Lombalgia infecciosa ou tumoral: mais rara, pode estar associada a infecções ou tumores na coluna, exigindo diagnóstico e tratamento especializados.
Quanto à origem da dor
- Lombalgia inespecífica: não tem causa definida clara, representando a maioria dos casos.
- Lombalgia específica: quando a origem é identificada, como hérnia de disco, fraturas, estenose do canal vertebral ou doenças sistêmicas.
- Lombociatalgia: quando a dor lombar irradia para as pernas, geralmente por compressão do nervo ciático.
O tratamento da lombalgia depende da causa e da intensidade dos sintomas. Em quadros leves, repouso relativo, aplicação de calor, alongamentos e atividade física orientada costumam ser suficientes. O uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios pode ser indicado por profissionais de saúde. “A fisioterapia tem papel central na reabilitação, ajudando a fortalecer a musculatura e corrigir desequilíbrios posturais. Em casos específicos, podem ser necessários tratamentos mais complexos, como infiltrações ou cirurgia. A prevenção passa por hábitos saudáveis, prática regular de exercícios, ergonomia no trabalho e atenção à postura no dia a dia”, completa o especialista.
Fonte: Assessoria de Imprensa






