Da redação, AJN1
O petróleo cru que atinge praias do litoral nordestino desde o último dia 2 de setembro continua se espalhando. Até o momento, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), 115 localidades de 55 municípios em oito estados registraram a presença do óleo negro.
Em Sergipe, conforme a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), o número de localidades subiu para cinco, envolvendo praias de Pirambu e a mais recente na Atalaia Nova, na Barra dos Coqueiros.
Equipes da Adema e Ibama encontram, nesta quarta-feira (2), pequenas manchas de óleo em áreas isoladas da praia da Atalaia Nova. Mesmo diante da presença do óleo, a balneabilidade de todas as praias de Sergipe está assegurada.

Análise
Segundo o Ibama, o resultado conclusivo das amostras, solicitadas anteriormente pelo Instituto e pela Capitania dos Portos, e cuja análise foi feita pela Marinha e pela Petrobras, apontou que a substância encontrada nos litorais trata-se de petróleo cru, ou seja, não se origina de nenhum derivado de óleo.
Investigação do Ibama aponta ainda que o petróleo que está poluindo todas as praias seja o mesmo. Contudo, a sua origem ainda não foi identificada. Em análise feita pela Petrobras, a empresa informou que o óleo encontrado não é produzido pelo Brasil.
Investigação
A Polícia Federal do Rio Grande do Norte instaurou inquérito para investigar possível crime ambiental após o surgimento de manchas. O inquérito visa apurar a origem das manchas.
“A ação foi tomada tão logo surgiram as primeiras informações, na imprensa nacional, sobre o fato; bem como sobre a possibilidade da ocorrência de eventual dano ambiental de grandes proporções na região”, disse a PF-RN, acrescentando que as investigações contam com a participação de Ibama, Marinha, Universidade Federal de Pernambuco e Ministério da Defesa.








