Em pronunciamento na Cúpula do Mercosul nesta quinta-feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil estará à disposição para sediar reuniões de negociação entre a Venezuela e a Guiana.
“Caso considerado útil, o Brasil e o Itamaraty estarão à disposição para sediar qualquer e quantas reuniões forem necessárias”, disse o presidente, que também compartilhou o comunicado nas redes sociais.
“Nós vamos tratar com muito carinho, porque uma coisa que não queremos aqui na América do Sul é guerra. Nós não precisamos de guerra, não precisamos de conflito. O que nós precisamos é construir a paz”, acrescentou Lula.
O atual mandatário mencionou a questão dizendo que o Mercosul não pode estar alheio ao conflito. Segundo ele, citando uma declaração do bloco adotada em 22 de novembro, o bloco “reafirma a região como uma zona de paz e de cooperação”.
“Não queremos que esse tema contamine a retomada do processo de integração regional ou constitua ameaça à paz e a estabilidade. Enfatizo a importância de que as instâncias da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos) e da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) sejam plenamente utilizadas para o encaminhamento pacífico dessa questão”.
Solenidade reuniu chefes de Estado e oficializou a adesão da Bolívia
No segundo dia da Cúpula do Mercosul, no Rio de Janeiro, chefes de Estado de Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia se reuniram, a partir das 11h desta quinta-feira (7), para a conclusão do processo de adesão da Bolívia ao bloco.
O encontro entre os líderes dos cinco países ocorre em meio às tensões entre Venezuela (suspensa do Mercosul) e Guiana, e a três dias da posse do presidente eleito argentino, Javier Milei, que defendeu a saída do país do bloco durante sua campanha à Casa Rosada.
A Bolívia é um país associado ao Mercosul desde 1996. Entretanto, somente em 2015 deu início ao processo de adesão ao bloco. No Brasil, a pauta já havia sido aprovada pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara, em 2018, durante o governo de Michel Temer (MDB).
Contudo, na gestão de Jair Bolsonaro (PL), o acordo travou, uma vez que o então mandatário era contra a adesão da Bolívia por divergências ideológicas.
Em outubro deste ano, o plenário da Câmara aprovou, por 323 votos a 98, a adesão da Bolívia ao Mercosul. No mês seguinte, foi a vez do Senado ratificar a entrada do país andino.
Fonte: CNN Brasil






