MESMO COM ALTA DE 4,75% - 06/02/2020 - 15:32

Preço da cesta básica de Aracaju segue a mais barata do país



Da redação, AJN1

O preço da cesta básica em Aracaju apresentou alta de 4,75% no mês de janeiro. Mesmo assim, é a capital entre as 17 pesquisadas com o conjunto de alimentos mais barato do país, conforme pesquisa divulgada nesta quinta-feira (6), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Na prática, os aracajuanos tiveram que desembolsar R$ 368,69 para levar o conjunto de alimentos perecíveis para casa. Conforme apuração da AJN1, este é o oitavo mês consecutivo que a capital sergipana detém a cesta mais barata do país.

A capital com a cesta mais cara foi São Paulo (R$ 517,51), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 507,13) e por Porto Alegre (R$ 502,98). Já entre as mais baratas, além de Aracaju, despontam Salvador (R$376,49), João Pessoa (R$388,02) e Natal (R$389,26).

Preços dos produtos

Conforme a pesquisa, entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020, predominaram altas nos preços do óleo de soja, açúcar, tomate, feijão, da banana e da batata, coletada no Centro-Sul. Já o valor da carne bovina de primeira teve redução média na maior parte das cidades.

O preço do óleo de soja subiu em todas as cidades, com variações entre 1,17%, em Belém, e 9,95%, em Campo Grande, em janeiro. Em 12 meses, houve elevação do preço médio em todas as capitais.

A demanda por óleo de soja degomado para produção de biodiesel aumentou, principalmente por causa da elevação do percentual de óleo de soja no biocombustível, de 10% para 11%. Com isso, o consumidor no varejo pagou mais pela lata do produto.

O quilo do açúcar apresentou alta em 14 capitais entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020. As taxas oscilaram entre 0,81%, em Curitiba, e 20,28%, em Brasília.

As variações negativas foram anotadas no Rio de Janeiro (-1,10%), Florianópolis (-0,70%) e Recife (-0,45%). Em 12 meses, houve redução (-2,58%) apenas em Belo Horizonte. Nas demais cidades foram registradas altas, com destaque para Brasília (32,12%), Aracaju (16,75%) e São Paulo (14,41%).

O uso da matéria-prima para a produção de etanol elevou o valor do açúcar no varejo, mesmo com ligeiro aumento do volume de cana colhida.