Da redação, AJN1
Quem passou pela avenida Gentil Tavares no período da manhã ou início da tarde desta terça-feira (23), véspera de São João, pôde perceber que o trânsito na região do bairro Getúlio Vargas, na capital, estava congestionado. A maioria dos condutores tinha um só destino: a Central de Abastecimento de Sergipe (Ceasa), tradicional espaço para compra de milho verde e demais produtos da rica culinária junina, a qual ficou lotada de consumidores que pareciam nem se lembrar das medidas de isolamento social em virtude da pandemia da covid-19, que até essa segunda-feira (22), havia infectado 19.384 pessoas, e levado a óbito quase 500 sergipanos.
Entre as montanhas de milho e coco verde, consumidores e até vendedores se deixavam flagrar em meio a aglomerações, alguns não faziam uso de máscara, equipamento individual obrigatório previsto em decretos municipal e estadual, outros desrespeitavam o distanciamento de um metro e meio. Sem fiscalização e consciência, a liturgia da oferta e da procura seguia livremente.
Preços
É fato que no São João, celebrado nesta quarta-feira (24) em todo o Nordeste, não se pode faltar o milho verde, alimento que é base para a culinária junina. Ele reina absoluto no seio familiar, seja cozido, assado à beira do braseiro ou transformado em pamonha e canjica.
Mesmo antes de adentrar a Ceasa, já é possível avistar as “montanhas” de espigas verdinhas ocupando os espaços externos e internos da Central, transformando-a em um vistoso milharal com seu cheiro peculiar. A abundância do produto se perde de vista em meio às abordagens dos vendedores, que cativam os clientes à base do grito e da boa lábia, alguns sempre fazendo brincadeiras alusivas à covid-19quesito fundamental para fisgar a freguesia.
Uma mão do milho verde, que equivalente a 50 espigas, sai entre R$ 15, R$ 25 e até R$ 30; o centro (100 espigas) varia entre R$35, R$40 e R$50. Mas quem prefere levar poucas espigas, 15 unidades saem por R$10. A laranja também é muito requisitada, um saco com 50 unidades custa entre R$18 e R$20. Já o amendoim, segundo produto mais consumido depois do milho, custa entre R$4 e R$8 a lata.






