Uma mina da petroquímica Braskem, localizada na Lagoa Mundaú, em Maceió (AL), poderá colapsar a qualquer momento. De acordo com as autoridades, as consequências são imprevisíveis. O alerta máximo foi emitido pela Defesa Civil, ontem (30). A área em risco fica no bairro do Mutange e já foi evacuada.
Segundo os técnicos da Defesa Civil, o desabamento da mina poderá formar grandes crateras na região, além de provocar um “efeito cascata” em outras minas.
O coordenador-geral da Defesa Civil do Estado de Alagoas, coronel Moisés Melo, informou que não é possível medir as consequências por estarem diante de algo que nunca enfrentaram. “Não sabemos a intensidade, mas é certo que grande parte da cidade irá sentir”, afirmou.
Melo disse que vários outros problemas poderão desencadear com o colapso da mina. “Se houver ruptura nessa região, podemos ter vários serviços afetados”, afirmou. “Entre eles, o abastecimento de água de parte da cidade e também o fornecimento de energia e de gás”.
O coronel falou ainda que toda a capital alagoana “irá sentir os tremores, se acontecer a ruptura em cadeia dessas cavernas”.
O governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), assinou um pedido de audiência com o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), para tratar da emergência. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em viagem ao Oriente Médio e à Alemanha.
De acordo com Dantas, equipes da Defesa Civil Nacional e do Sistema Geológico Brasileiro já estão em Alagoas. O presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas), eleito pelo estado alagoano, entrou em contato com o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Goes (PDT), pedindo prontidão e alerta da Defesa Civil Nacional.
De acordo com o Governo de Alagoas, cinco abalos sísmicos foram registrados na área durante o mês de novembro.
A Defesa Civil recomenda que a população evite transitar na região enquanto medidas de controle e monitoramento são aplicadas para reduzir o perigo.
Braskem
Em nota, a Braskem informou que “a situação vem se intensificando e que estão sendo tomadas todas as medidas cabíveis para a diminuição do impacto”.
Segundo a empresa, eles estão acompanhando e compartilhando os dados de monitoramento em tempo real com as autoridades competentes.
As minas da Braskem, em Maceió, são cavernas abertas para a extração de sal-gema. Desde 2019, elas estavam fechadas depois que o Serviço Geológico Brasileiro confirmou um afundamento do solo da região em função da atividade da empresa.
Fonte: Revista Oeste







