O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou, nesta sexta-feira (24), que o Hezbollah está tentando impedir avanços diplomáticos entre israelenses e libaneses e declarou que o país continuará realizando ações militares sempre que considerar necessário.
Segundo Netanyahu, Israel manterá “plena liberdade de ação” diante de ameaças e seguirá operando para restabelecer a segurança na região norte do país, área marcada por confrontos recentes na fronteira com o Líbano. “Atacamos ontem, atacamos hoje. Estamos determinados a devolver a segurança aos moradores do norte”, afirmou.
A fala foi feita um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a extensão por três semanas do cessar-fogo entre Israel e Líbano, depois de reuniões na Casa Branca com os embaixadores dos dois países em Washington.
Trump declarou que os dois lados podem formalizar a paz “muito em breve”.
Hezbollah é apontado como obstáculo
Na avaliação de Netanyahu, o principal entrave para esse avanço diplomático é o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã e contrário às negociações diretas entre os dois países.
O premiê disse que a organização tenta bloquear a possibilidade de entendimento entre israelenses e libaneses.
As conversas em andamento são descritas como as primeiras negociações diretas em décadas entre os dois países, que permanecem oficialmente em guerra desde 1948.
Aliança com Trump e pressão sobre o Irã
Netanyahu também afirmou que conversou recentemente com Trump e classificou o diálogo como positivo. “Tive uma excelente conversa”, disse o premiê israelense.
Segundo ele, os Estados Unidos vêm ampliando a pressão sobre o Irã, tanto no campo econômico quanto militar. “Nós atuamos em plena cooperação”, concluiu.
Fontes: Times Brasil/Estadão





