ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 2:59:29

Os 30 carros que mais valorizaram e desvalorizaram em 2021

O ano de 2021 foi desafiador para o setor automotivo. Além da pandemia, a falta de peças ao redor do mundo, especialmente semicondutores, impactou diretamente o ritmo de produção das montadoras. E o resultado é: faltam carros novos e os preços dos modelos disponíveis no mercado estão altos.

O consumidor interessado em comprar um carro em 2022 precisa avaliar se realmente vale pagar um pouco mais no veículo desejado, se cabe no orçamento e procurar boas oportunidades. Mas diante do contexto atual, pode ser complexo.

Por isso, saber os carros que mais e menos valorizaram neste ano pode dar uma direção ao consumidor para selecionar os modelos com o melhor custo-benefício neste momento.

“O mercado de usados no Brasil é muito grande comparado com vários países ao redor do mundo. Com o estoque de carros novos muito baixo por falta de peças, o mercado de usados virou o foco dos consumidores. Como consequência os preços subiram e o estoque também diminuiu”, explica Ana Renata Navas, diretora geral da Cox Automotive, grupo dono da KBB.

Para ter uma ideia da diferença: no acumulado do ano foram negociados 10.333.492 de modelos usados, contra o emplacamento de 1.780.906 veículos novos, de acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

InfoMoney consultou a Kelley Blue Book (KBB), consultoria automotiva especializada em pesquisa de preços de veículos, para separar os 10 carros mais e menos valorizados em 2021.

Para chegar à lista final e avaliar a valorização dos modelos usados, a KBB estabeleceu o preço médio do carro 0 km em janeiro e o preço médio de revenda do mesmo modelo seminovo em dezembro. A lista considera apenas os veículos que cumpriram estes 12 meses de mercado, e com ano modelo 2021.

Vale lembrar que a KBB Brasil tem tecnologias de análise de dados e Big Data próprias para produzir os levantamentos de precificação de veículos novos e usados. O processamento é realizado por um algoritmo alimentado semanalmente por uma base com mais de 800 mil informações de preços de diferentes fontes do mercado.

Confira os 15 carros mais valorizados em 2021: 

Segundo o levantamento, o carro mais valorizado, ou seja, cuja variação de preço foi a maior do mercado foi a picape Toyota Hilux cabina dupla, que teve uma variação de 30,3% em um ano.

Inclusive, o destaque é das picapes que compõem o top 3 de veículos que mais ganharam valor neste ano: em segundo lugar a Chevrolet Montana, que teve variação de 22,2% no período, seguida pelo Volkswagen Saveiro.

“As picapes estão em um momento de alta demanda, especialmente as médias e pequenas. Não só para pessoa jurídica, mas também para pessoa física. A valorização ou desvalorização de um carro especialmente neste ano está diretamente ligada à relação oferta e demanda. Mais pessoas procuram o veículo, mais caro vai ficando e mais valorizado ele se torna”, avalia Raphael Galante, economista que atua no setor automotivo há 14 anos e consultor na Oikonomia.

Milad Kalume Neto, diretor da consultoria automotiva Jato Dynamics, concorda e acrescenta que as picapes em muitos casos são coringas para os consumidores.

“Muita gente compra picape para ter o carro misto: pode ser usado para diversos fins e ainda viajar no fim de semana; além disso, a modalidade de venda direta é super forte na categoria e impulsiona as vendas e a demanda”, diz.

Os comerciais leves sofreram menos e vêm se recuperando mais rápido dos impactos da pandemia e da crise de peças. Segundo os dados da Fenabrave, no acumulado do ano as vendas de carros novos recuaram 1,4%%, enquanto a de comerciais leves subiram 27,6%.

Outro destaque da lista é a presença da Fiat, marca do grupo Stellantis, seis vezes no top 10.”A Fiat pode ter aparecido mais vezes porque se preparou para a crise de peças e produziu conforme as peças que tinha. É uma marca com bastante penetração ao redor do país, e que vem administrando bem a crise, então, está sendo bastante procurada. Mas o cenário é desafiador, a empresa está produzindo em nível reduzido como o restante do mercado”, explica Kalume Neto.

Ainda, entre os carros que mais desvalorizaram não há SUVs. “São carros produzidos em plataformas mais modernas, portanto, que utilizam, de maneira geral, mais semicondutores, portanto estão sendo especialmente afetados. Realmente há escassez de peças para esses produtos serem feitos”, avalia o diretor da Jato Dynamics. Veja abaixo.

Infomoney

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