Depois de o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, afirmar que a realização do carnaval depende das taxas de contágio de covid-19, e de a Liesa – liga das escolas de samba – responder que prefere o adiamento se houver necessidade de público reduzido, o prefeito Eduardo Paes (PSD) confirmou a programação para a folia em fevereiro e sem maiores restrições.
Neste domingo (3), em agenda no Méier, Paes disse que a ciência vem permitindo a reabertura da cidade e que não há necessidade de a população ser “viúva da pandemia”.
Soranz disse que a intenção é realizar o carnaval, mas adotou a cautela ao ressaltar a necessidade de haver um cenário epidemiológico favorável, com taxas de contágio baixas. Já o prefeito foi mais otimista e disse que não adianta comentar sobre “hipóteses” como redução de público pois o horizonte é de normalização da vida, possibilitada pela vacina.
“A única certeza que a gente tem é que estamos vacinando todo mundo, e com todo mundo vacinado, a vida volta ao normal. Quem vai ficar fazendo distanciamento no carnaval? Fica até ridículo, pedindo um metro de distância. Se tivesse, eu seria o primeiro a desrespeitar”, brincou o prefeito, que confirmou a expectativa para o réveillon e carnaval.
“Não vamos ficar também viúvas da pandemia, querendo que se tenha pandemia o resto da vida. A ciência avançou, venceu, e permitiu que se abra. Então vamos abrir, graças a Deus”.
Nas últimas semanas, a cidade tem vivido um processo de retorno à normalidade, por meio da realização de eventos-teste, como jogos de futebol com público, shows e festas. No sábado (2) sábado à noite houve a primeira festa como oficialmente um evento teste na cidade, no Alto da Boa Vista.
Na cidade do Rio de Janeiro, pelo menos 72.762 idosos aptos a receber a terceira dose ainda não foram aos postos de saúde, cerca de 27% do total. Para Paes, será necessário tomar um “conjunto de iniciativas” em relação a isso. Uma das medidas já anunciadas pela prefeitura foi o retorno da vacinação em domicílio.
Fonte: Valor







