ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 1:04:30

Países que fecharam escolas por menos dias tiveram pouco ou nenhum déficit de aprendizagem

 

O Brasil não tem qualquer controle nacional da situação atual das escolas, algo que poderia ter sido feito pelo MEC. Atualmente, a maioria das redes de ensino no País ainda não voltou presencialmente. Há resistência dos professores, que exigem a vacinação, e das famílias. Nesta semana, São Paulo anunciou a imunização de professores, de todas as idades, numa tentativa de garantir uma volta efetiva no segundo semestre.

“Não há no mundo um país que tenha tido tantas perdas de aprendizagem como o Brasil”, diz Carolina Campos, responsável pela pesquisa e fundadora da Vozes da Educação. “Nossos desafios são imensos com escolas fechadas por tanto tempo. E ainda nem as abrimos para saber o tamanho do fosso.”

Alguns países latinos, mesmo sem ainda identificar se houve perda ou não de aprendizagem, fizeram adaptações em suas avaliações por causa da pandemia. No Chile, além de Leitura e Matemática, houve exames socioemocionais dos alunos. O Uruguai deu atenção especial aos estudantes mais vulneráveis porque já identificou crescimento na desigualdade por causa das escolas fechadas.

Pisa é adiado para 2022

A maior avaliação de estudantes, o Pisa, foi adiada por causa da pandemia e será realizada apenas em 2022. O exame, feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) desde o ano 2000, aconteceria este ano em cerca de 80 países. A prova avalia Leitura, Matemática e Ciências, com foco em uma das três a cada edição bienal.

A prova de 2022 terá ainda uma avaliação de criatividade dos alunos. Foi modificada também a data do Pisa 2024, que passará a ser feito em 2025, e terá uma prova extra de língua estrangeira.

O Brasil vinha melhorando seu desempenho no exame, mas ainda constava das últimas posições no ranking internacional. Em Leitura, estava na edição de 2018 em 57 lugar, de 77 países. Em Matemática e Ciência, em 70 e 66 lugares, respectivamente. Especialistas acreditam que os resultados dos estudantes brasileiros devem piorar por causa da pandemia na próxima prova.

Fonte: Terra

Você pode querer ler também