Da redação, AJN1
A Polícia Federal (PF) em Sergipe informou nesta segunda-feira (22) que vai solicitar, ao Ministério Público Federal (MPF), a prorrogação do prazo para finalizar o inquérito sobre Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, morto asfixiado após ser colocado no porta-malas de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal no último dia 25 de maio, na BR-101, no município de Umbaúba.
Esta é a terceira vez que a PF posterga a data de conclusão do procedimento investigativo. A primeira ocorreu em 21 de junho, quando foi concedido prazo de 30 dias. A segunda, em 1 de agosto.
De acordo com a PF, existem laudos periciais extremamente importantes que ainda não foram analisados pelo Instituto Médico Legal (IML) e o Instituto Nacional de Criminalística.
Pedido de prisão negado
No último dia 13 de junho, a 7ª Vara Federal de Sergipe – Subseção Judiciária de Estância, indeferiu o pedido de prisão preventiva dos agentes, por parte da defesa da família da vítima. Entretanto, a Justiça deferiu a participação da defesa nos autos do inquérito e eventuais feitos conexos, apenas no sentido de acompanhamento e formulação de sugestões, que podem ou não ser acolhidas pela autoridade policial.
Na decisão, o Juízo da 7ª Vara considerou prejudicado o pedido de prisão preventiva dos policiais rodoviários federais investigados, visto que na fase de investigação, apenas autoridade policial e MPF podem solicitá-la.
Tal pretensão também foi rechaçada pelo MPF, que apresentou suas razões em manifestação enviada à Subseção Judiciária de Estância.
Relembre o caso
Genivaldo foi abordado pela PRF na cidade de Umbaúba, interior de Sergipe, no dia 25 de maio deste ano. Esquizofrênico, o homem ficou nervoso com a ação dos policiais, que utilizaram spray de pimenta e o imobilizaram no chão. Em seguida, os policiais jogaram um tipo de gás no porta-malas da viatura e o colocaram dentro do veículo.
O laudo do IML de Sergipe apontou que o homem morreu por asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda.







